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Falta de táxi, mercado central e primeiro atraso nos aeroportos

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Meu último dia em Fortaleza começou com certa dor de cabeça. Conseguir um táxi na capital cearense foi bastante complicado. Após solicitar o serviço por telefone, fui informado que o veículo demoraria entre 15 e 20 minutos para chegar até o local onde estava hospedado. No entanto, a espera chegou a quase 2 horas. No total, foram nove ligações para a companhia que efetua o serviço. 


 


Quando finalmente chegou o veículo, João Fábio, o taxista, afirmou que o grande movimento de turistas e a falta de carros ajuda a prejudicar o serviço ao passageiro. Para ele, no entanto, o movimento está ótimo. Desde o início da Copa do Mundo, o fluxo aumentou cerca de 30%. Quando o Brasil jogou e empatou sem gols com o México, na terça-feira, o trabalho de apenas meio período rendeu 300 reais.


 


O motorista, torcedor do Fortaleza, agradece os novos meios de conseguir passageiros. O Easy Táxi, aplicativo para celulares é um dos que mais capta clientes, segundo ele. No total, são três ferramentas tecnológicas voltadas ao seu nicho. "Com os aplicativos e o rádio táxi o movimento fica constante, ainda mais que a cidade está lotada de turistas", garante.


 


Conversando sobre a cidade, no entanto, não faltam críticas. Fábio afirmou que a cidade segue com sérios problemas de tráfego, além da falta de insfraestrutura. "A cidade está toda esburacada. A prefeitura só maqueou para a Copa, e apenas nos bairros ricos. A mesma coisa acontece com o policiamento", afirma.


 


O taxista me deixou no Mercado Central de Fortaleza. O local é especializado em produtos artesanais. Construído em 1809 para a comercialização de carne, fruta e verdura, o mercado foi demolido em 1814 e um novo prédio foi construído. A última grande reforma aconteceu em 1997, quando foi totalmente modificado. Atualmente abriga 553 boxes e 18 banheiros, distribuídos em 5 pavimentos. Lá, os comerciantes também comemoram o bom movimento. A castanha, que custa geralmente 20 reais o quilo, é o produto mais vendido em diversas barracas.


 


Terceira cidade-sede: Natal


À noite, segui para o aeroporto Pinto Martins para pegar meu voo com destino a Natal. Trânsito tranquilo e chegada com antecedência. Na hora de despachar a mala, no entanto, o primeiro contratempo. Quando efetuei o check-in online, verifiquei que o voo teria como destino o aeroporto Augusto Severo. Contudo, no guichê fui informado que o avião pousaria no Aluízio Alves (foto), uma vez que o terminal antigo foi desativado para voos comerciais.


 


O voo que me trouxe para a capital do Rio Grande do Norte deixaria Fortaleza às 20h55, contudo saiu com mais de meia hora de atraso. Desembarquei no Aluízio Alves. O novo Aeroporto Internacional de Natal fica no município de São Gonçalo do Amarante, distante 40 quilômetros do centro de Natal. É praticamente no meio do nada. E ainda recebe diversos acabamentos, principalmente no lado externo.


 


Foi criada uma via de aproximadamente 4 quilômetros do terminal até a BR-406, via de acesso à Natal. O trecho criado, com pista dupla e sinalização razoável, apesar de inacabado, já contrasta com a rodovia, de mão única e pista esburacada.


 


Márcio Ceccarelli
editor@braziliannews.uk.com