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Cai o número de brasileiros barrados nas fronteiras da União Europeia

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Public sector worker strike

O número de brasileiros inadmitidos nas fronteiras da União Europeia caiu 59% desde 2010, levando os cidadãos do país do quarto à décima posição no ranking de passaportes mais recusados nas fronteiras do bloco.


Segundo a Agência Europeia de Controle de Fronteiras (Frontex), aproximadamente 2,5 mil brasileiros foram barrados de entrar nos países europeus em 2013, em comparação com 6,1 mil em 2010.


Com uma queda para 2.481 entradas negadas nos aeroportos no ano passado, frente a 6.072 em 2010, o Brasil é agora o segundo colocado nessa categoria, ficando atrás dos albaneses, apenas, com 3.159 barrados, e à frente dos Estados Unidos com 2.305.


Nenhum outro país latinoamericano está nesta lista dos dez primeiros.


Considerando todas as fronteiras - aérea, marítima e terrestres -, os dados mais recentes da Frontex indicam que, entre 2012 e 2013, o fluxo de brasileiros impedidos de entrar nos países da UE caiu 17%.


Isso situa o Brasil como o terceiro país com a maior redução, atrás de Ucrânia e Georgia.


Entre os motivos mais frequentes para a proibição da entrada de brasileiros, está a falta de documentação apropriada para justificar o motivo e as condições de sua estadia, aplicado em 782 casos no ano passado.


No caso das fronteiras aéreas, a maioria dos brasileiros foi barrada nos aeroportos do Reino Unido, seguido de França, Espanha e Portugal, nesta ordem de importância.


De maneira geral, considerando também fronteiras terrestres e marítimas, os mais recusados pela UE foram russos, ucranianos e albaneses.




Deportados


Dados do Instituto de Estatística da UE (Eurostat) revelam também uma queda de 55% no número de brasileiros vivendo ilegalmente em algum país europeus nos últimos quatro anos.


Em 2013, 6.425 brasileiros foram identificados nessa situação, a maioria deles na Espanha, Portugal e Alemanha.


Nesse mesmo ano, 6.755 brasileiros receberam ordem de deixar o país europeu onde se encontravam de maneira ilegal, uma redução de 57% em comparação com 2010.


A maioria dos casos foi registrada em Portugal, que ultrapassou a Espanha e se tornou o primeiro país de residência para imigrantes brasileiros irregulares.


Já as deportações de brasileiros diminuíram 49% entre 2010 e 2013, para 3.920.


Os países com mais deportados da UE - Marrocos, Índia, Rússia, Ucrânia e Albânia - foram responsáveis por entre 5,5 mil e mais de 10,5 mil casos.


A maioria dos retornos de imigrantes ilegais ao Brasil foi realizada pelo Reino Unido e Portugal, sendo o segundo o único país no qual os brasileiros são a nacionalidade mais deportada: 735 casos, frente a 70 casos de cabo-verdianos e ucranianos.


A Espanha passou de segundo para terceiro lugar na lista de origem das deportações de brasileiros.