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Brasil vive dia de protestos contra a Copa do Mundo

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protesto contra os gastos para a realizacao da Copa em Brasilia05152014_0012

Uma nova jornada de protestos contra os altos custos da Copa do Mundo e em favor de melhorias sociais aconteceu na quinta-feira em algumas capitais do país. Assim como no ano passado, durante a Copa das Confederações, houve confrontos pontuais com a polícia. As manifestações, que começaram pela manhã e se extenderam por todo o dia, reuniram milhares de pessoas de vários movimentos sociais, sindicatos e cidadãos, além das reivindicações de categorias que estão em greve. O ato foi denominado Dia Internacional de Lutas contra a Copa, o 15M, em referência ao dia 15 de maio.


 


A presidente Dilma Rousseff afirmou que o Brasil é um país "de conflitos" e que deve aprender a conviver com eles, em uma aparente alusão aos protestos contra a Copa. Já o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse que "não se deve ter nenhum tipo de pânico" por causa dos protestos e voltou a garantir a segurança durante o evento da Fifa.


 


Em São Paulo, cerca de 5 mil pessoas foram às ruas. Entre elas, professores em greve, pedindo por incorporação de um bônus complementar ao salário, a valorização profissional e melhorias nas condições de trabalho. O ato foi organizado pelo Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Simpeem). No ato, houve participação também de partidos políticos e movimentos sociais.  Manifestantes e policiais militares (PMs) entraram em confronto e foram usadas bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. 


 


Confira fotos do protesto em São Paulo (Crédito: Oswaldo Corneti/ Fotos Públicas)



 


Em Brasília, cerca de 200 pessoas ligadas ao Comitê Popular da Copa, ao Movimento de Trabalhadores Sem Teto (MTST), a organizações sindicais e partidos políticos foram à Rodoviária do Plano Piloto distribuir panfletos e chamar a população para aderir aos protestos contra gastos com o Mundial e violações de direitos humanos durante a preparação do evento. Os manifestantes da capital federal fincaram, em frente do Estádio Nacional Mané Garrincha,cruzes com os nomes dos operários que morreram durante as  obras.


 


Confira fotos do protesto em Brasília (Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)



 


Em Salvador, cerca de 50 manifestantes também carregaram cruzes semelhantes e se queixaram do gasto de dinheiro público nas obras para o torneio da Fifa. Em Belo Horizonte, cerca de mil pessoas foram à Praça Raul Soares protestar contra a tarifa de ônibus, investimentos na educação e reajuste para servidores da prefeitura.


 


No Rio de Janeiro, cerca de mil manifestantes caminharam até o prédio da prefeitura. Integrantes do Comitê Popular da Copa, atingidos pelas obras de preparação do Mundial, movimentos, partidos políticos e ativistas participaram do protesto contra violações de direitos humanos. Profissionais da educação que estão em greve acompanharam parte da passeata. Os protestos foram organizados por meio das redes sociais. Os movimentos estão programando outros atos até a Copa do Mundo, com temas como saúde, educação, desmilitarização da polícia e direito das mulheres.


 


Confira fotos do protesto no Rio de Janeiro (Crédito: Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil)