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Fazendo a cabeça dos clientes, há 20 anos

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Em outubro ele completa 20 anos de profissão. Max Borges se considera um apaixonado pelo que faz. O cabelereiro está em Londres há cinco anos e já firmou seu nome como um dos brasileiros mais procurados da cidade. Para conseguir atender a demanda, Max está de mudança. O goiano está deixando Elephant & Castle para abrir um salão unissex na capital inglesa. “Será um lugar com maior espaço. Estética, manicure, massagem, cabelereiro. Vão ser quatro cadeiras. E toda a equipe está definida”, garante.


 


O cabelereiro se consagrou no Brasil introduzindo o trabalho com papel alumínio ao invés das antigas toucas. Em Londres, o sucesso continua. “Fazer mechas vermelhas em cabelo preto, pegar um cabelo loiro, que está muito amarelo, e colocar um prateado, são coisas que você só consegue com o papel alumínio. E a gente usa muito aqui em Londres também. Eu dou alguns cursos, onde ensino como trabalhar com o alumínio no cabelo loiro. É um trabalho que você consegue resultado”.


 


Outro trabalho de destaque de Max, que vem desde o Brasil, é a transformação. “Era também uma brincadeira. A produção do programa nos levava até uma festa e nosso papel era escolher uma pessoa para fazer a transformação. Tinha uma Drag Queen que ‘acabava’ com a menina. Eu chegava com a parte da transformação e mostravamos antes e o depois. Era bem divertido”.


 


O profissional resolveu colocar em prática também na capital inglesa. “A gente volta a fazer isso quando chega perto de aniversário de salão ou uma data especial. Sempre fazemos uma promoção pra atrair um cliente”.


 


A história do consagrado profissional de beleza é interessante. Max começou a trabalhar com cabelo em Uberlândia, Minas Gerais, a contra-gosto. A ‘culpada’ foi sua mãe, que pagou um curso quando Max tinha 18 anos. “Entrei contrariado. Não queria ser cabelereiro de jeito nenhum. Não era meu desejo, nunca imaginei ser cabelereiro. Mas fui para o curso. Cheguei lá tremendo, suando. No primeiro dia raspei a cabeça de um cliente e foi amor à primeira vista. Depois desse dia já são 20 anos. Trabalhar com cabelo é uma coisa que eu realmente gosto. Tenho paixão pelo que eu faço”.


 


Da escola, ele seguiu para um salão, indicado pela própria dona da escola, que viu seu potencial. “Só que aí eu senti a necessidade de ir além. Não queria apenas ser auxiliar. Fui trabalhar num salão com 25 profissionais em Ribeirão Preto. Fiquei louco. Na primeira semana ganhei 80 reais. Peguei as cinco manicures que mais trabalhavam e falei ‘vou transformar vocês’. Fiz uma coisa que ninguém fazia na época, o uso de papel alumínio. Ali foi o ‘boom’”, explica.


 


Quem é mais exigente, o público brasileiro ou europeu?


O brasileiro continua sendo exigente. O brasileiro sabe o que ele quer. Para o europeu nós somos novidade. Então, com o que eu faço, "ganho" ele na hora. Eles ficam admirados com o resultado. Muitos cabelereiros hoje não ouvem o que o cliente quer. Primeiro você ouve o que o cliente precisa, analisa o perfil de cada um e faz o que ele quer. É preciso utilizar atifícios para cativar o cliente, não só fazer o que o curso diz.


 


Qual o diferencial do seu salão e o que não pode faltar quando você está trabalhando?


Tendo bons profissionais, você consegue boas coisas. Mas não tem nada melhor do que o cliente chegar e sentir uma boa energia. É o que eu digo. Quando eu chego aqui, eu não tenho vontade de sair. Meus clientes chegam no salão, a gente conversa, vê o que a pessoa quer e fazemos tudo com paixão. O cliente sempre sai satisfeito.


 


Um pouco mais sobre Max Borges


Uma tipo cozinha: Tailandesa


Um lugar para se perder em Londres: Os parques. Tem que aproveitar um por um.


Um sonho: Comprar minha casa em Londres.


Uma qualidade: Nunca deixo pra amanhã o que pode ser feito hoje.


Um defeito: Querer sempre poder fazer melhor do que a gente já faz


Uma viagem inesquecível: São tantas (risos)...Paris


Você não suporta: Falsidade e intriga


Um desafio superado: Falar inglês