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Rio amanhece com greve no sistema de transporte

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A Cidade do Rio de Rio de Janeiro amanheceu nesta quinta-feira praticamente sem ônibus urbanos, pegando a população de surpresa. Um grupo dissidente do Sindicato dos Rodoviários do município do Rio decidiu por uma paralisação de 24 horas, após realizar uma passeata na noite de quarta e uma assembleia rápida em frente ao Centro Administrativo da prefeitura do Rio, na Cidade Nova. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)


 


Um acordo fechado entre o sindicato dos trabalhadores e o sindicato patronal - Rio Ônibus, concedeu reajuste salarial de 10% e aumento na cesta básica, passando de R$ 120 para R$ 150 com desconto de R$ 10. De acordo com um dos representantes da comissão insatisfeita com o acordo fechado, Hélio Teodoro, a classe espera uma negociação justa.


 


A comissão reinvidica um reajuste salarial de 40% e cesta básica no valor de R$ 400, além do término da dupla função - quando o motorista também é cobrador.“Estamos abertos para negociar, mas os 10% que foram dados, nós não vamos aceitar. Vamos continuar batendo na mesma tecla até nos receberem”, disse. Durante toda a madrugada, representantes da comissão dissidente montaram piquetes em todas as garagens das 44 empresas de ônibus que circulam pela capital fluminense, informando sobre a paralisação.


 


O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de ônibus do Rio de Janeiro (Sintraturb-Rio) informou, em nota, que o reajuste acordado com a Rio Ônibus foi estudado com base na comparação de negociações de outros estados e a proposta colocada em assembleia foi "aprovada por ampla maioria”. O presidente do sindicato, José Carlos Sacramento se manifestou contra o movimento dissidente, que qualificou como "político".