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20 anos sem Ayrton Senna

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Ayrton Senna

Primeiro de maio de 1994. Chegava ao fim a vida de um dos maiores pilotos de todos os tempos. Tricampeão mundial da Fórmula 1, Ayrton Senna morreu, no dia do trabalhor, em Ímola, na Itália, durante o Grande Prêmio de San Marino. A corrida era a terceira etapa do mundial daquele ano. Senna, que nasceu em São Paulo no dia 21 de março de 1960 venceu as edições de 1988, 1990 e 1991 da competição automobilística. Foi também vice-campeão no controverso campeonato de 1989 e em 1993. (Fotos: Paulo Pinto/Fotos Públicas)


 


Em dezembro de 2009 a revista inglesa Autosport publicou uma matéria onde fez uma eleição para a escolha do melhor piloto de Fórmula 1 de todos os tempos. A revista consultou 217 pilotos que passaram pela categoria, e Ayrton Senna venceu tal votação.


 


A rede de comunicação estatal britânica, BBC, elegeu o brasileiro Ayrton Senna como o melhor piloto de Fórmula 1 da história. Em 2012, o SBT realizou o programa O Maior Brasileiro de Todos os Tempos para eleger a maior personalidade do país. Ayrton Senna ficou entre os 12 mais votados, sendo vencido por Chico Xavier em uma das semifinais do programa. Este ano foi homenageado pela escola de samba Unidos da Tijuca, campeã do carnaval carioca.


 


Sobre asfalto chuvoso, Senna tinha um talento especial. O brasileiro fez atuações antológicas nos GPs de Mônaco 1984, de Portugal 1985 e da Europa 1993. Senna ainda detém o recorde de maior número de vitórias no prestigioso Grande Prêmio de Mônaco - seis - e é o terceiro piloto mais bem sucedido de todos os tempos em termos de vitórias.


 


Final de semana negro


O final de semana há 20 anos em Ímola foi trágico. Tudo começou na sexta-feira, com um terrível acidente do brasileiro Rubens Barrichelo. Durante os treinos livre, o piloto perdeu controle de sua Jordan e passou por cima da zebra. Seu carro foi arremeçado contra uma barreira de pneus. Barrichello saiu desse acidente com pequenas escoriações e o nariz quebrado.


 


No sábado, o primeiro óbito do final de semana. Ainda durante os treinos, o austríaco Roland Ratzenberger bateu sua Simtek na curva Villeneuve e acabou falecendo no hospital. O acidente começou na curva Tamburello, quando sua asa traseira se soltou, o que fez com que ele perdesse o controle. A cena foi bastante forte, com as pernas do puiloto aparecendo após a colisão. Esta foi a primeira morte na Fórmula 1 após um hiato de doze anos, quando Riccardo Paletti morreu no GP do Canadá, em 1982.


 


Após ameaçar não disputar a corrida no domingo, Senna largou na pole position. A corrida do brasileiro, no entanto, durou pouco. Logo na largada, J.J. Lehto deixou morrer sua Benetton, fazendo com que Pedro Lamy, da Lotus-Mugen, batesse na parte traseira de Lehto, o que levou o safety car à pista por cinco voltas.


 


Na sexta volta a corrida foi reiniciada, e na abertura da sétima volta Senna rapidamente fez a terceira melhor volta da corrida, seguido por Schumacher. Senna iniciara o que seria a sua última volta. Ao entrar na curva Tamburello ele perdeu o controle do carro, seguindo reto e chocando-se violentamente contra o muro de concreto. O piloto não sofreu sequer uma lesão, porém a barra de direção que atingiu a cabeça do piloto causou danos cerebrais irreparáveis. Acabava ali a história do grande ídolo brasileiro.