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Anistia Internacional pede investigação sobre mortes no Rio

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Morro-do-Pavao2

Uma investigação rápida e independente. Essa foi a solicitação da Anistia Internacional (AI)  para as duas mortes ocorridas durante operações policiais nesta semana em uma favela de Copacabana, no Rio de Janeiro. "A organização espera uma investigação rápida e independente das duas mortes, considerando que há suspeitas de que foram cometidas por policiais militares", afirmou um comunicado do organismo. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)


 


A ONG se referiu à morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, cujo corpo foi encontrado com um tiro em uma escola da favela Pavão-Pavãozinho na terça-feira, e a de Edilson Silva dos Santos, que morreu com um disparo no rosto durante os protestos que aconteceram nesse mesmo dia. A morte de Pereira provocou confrontos na noite de terça-feira e novos protestos dos moradores da favela, que pararam o tráfego em Copacabana durante a volta do enterro do dançarino.


 


Além da investigação, a Anistia pediu que as autoridades brasileiras reconheçam a "necessidade urgente de mudanças estruturais" na estrutura das polícias que incluam um aumento da transparência e a implementação de um controle externo das atividades. O órgão assinalou que a polícia brasileira "está entre as que mais matam no mundo, segundo dados da ONU", que contabilizou 10.134 mortes em intervenções policiais no Rio de Janeiro entre 2002 e 2011.