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Coveiros entram em greve em 12 cemitérios no Rio de Janeiro

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Funcionários da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro cruzaram os braços na manhã desta sexta-feira. Cerca de 600 coveiros protestaram contra o atraso no pagamento de salários e benefícios. Com isso, 12 dos 13 cemitérios administrados pela entidade na capital fluminense foram afetados. O único cemitério que não parou  foi o São Francisco Xavier, uma vez que os salários estão em dia. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)


 


“Até às 13h, os trabalhadores resolveram cruzar os braços como sinal de alerta. A partir do momento que não se resolva nada até amanhã (26) ou até segunda-feira (28), a tendência é que a gente paralise e não faça mais enterro", disse o presidente do Sindicato dos Empregados em Instituições Beneficentes, Religiosas, Filantrópicas e Organizações não Governamentais do Estado do Rio de Janeiro (Sindfilantrópicas), Sergio Antonio Alves.


 


Segundo ele, o problema do atraso de salário poderia ter sido resolvido se a Santa Casa da Misericórdia usasse a renda de cada cemitério para pagar os empregados. No entanto, de acordo com Alves, a instituição exige que a renda diária seja levada para a matriz antes do pagamento ser efetuado. “Na quarta-feira (dia 30) vai completar cinco meses (que os salários não são pagos). Há 20 anos a Santa Casa não recolhe o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e não paga benefício do Instituto Nacional do Seguro Social”, completou.


 


Em nota, a Santa Casa da Misericórdia informou passa por um período de dificuldades desde que foi descredenciada pelo Sistema Único de Saúde. No entanto, “está fazendo o possível para efetuar os pagamentos no menor tempo possível”, afirmou em nota.