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Portugal comemora 40 anos do fim da ditadura de Salazar

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O dia 25 de abril é de extrema importância para os portugueses e para todo o contexto histórico da Europa. Em 25 de abril de 1974 a 'Revolução dos Cravos' depôs o regime ditatorial, vigente no país desde 1933 e comandado por Antonio de Oliveira Salazar. O processo acabou por instalar o regime democrático no país. Dois anos depois, na mesma data, Portugal colocava em vigor a nova Constituição local. Na sequência destes eventos foi instituído em Portugal um feriado nacional no dia 25 de abril, denominado como "Dia da Liberdade". (Foto: Agência Lusa)


 


Os militares que protagonizaram a Revolução dos Cravos contestavam a guerra colonial em África, que já durava 13 anos antes e fizera milhares de mortos, e prometiam a realização de eleições livres e um regime democrático. António de Spínola, autor do livro “Portugal e o Futuro”, que contestou a ideia de uma vitória militar na guerra colonial, foi escolhido para presidente da Junta de Salvação Nacional (JSN) e os líderes do PCP, Álvaro Cunhal, e do PS, Mário Soares, puderam regressar do exílio.


 


Do 25 de abril de 1974 até julho de 1975, a vida política portuguesa radicalizou-se – Spínola demitiu-se de Presidente ainda em 1974, alegando que o país estava ingovernável e a caminho de uma ditadura de esquerda, as nacionalizações da banca, dos seguros e de indústrias já tinha sido consumadas, avançaram a ocupação de terras e a reforma agrária. E foi criado um Conselho da Revolução.



Após 40 anos, a revolução dos Cravos ainda divide a sociedade portuguesa, sobretudo as pessoas mais velhas, que viveram os acontecimentos. Quase todos reconhecem, de uma forma ou de outra, que a revolução de abril representou um grande salto no desenvolvimento político-social do país. A ala esquerdista, no entanto, acreidta que o espírito inicial da revolução se perdeu. Os setores conservadores, por sua vez, lamentam o que se passou.


 


A direita lamenta a nacionalização no período imediato ao 25 de abril de 1974, afirmando que a revolução agravou o crescimento de uma economia já então fraca. A esquerda defende que a o agravamento da situação econômica do país é consequente de medidas então programadas que não foram aplicadas ou que foram desfeitas pelos governos posteriores a 1975.