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Morte de JK foi acidental, diz Comissão Nacional da Verdade

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A Comissão Nacional da Verdade (CNV) divulgou nesta terça-feira, em Brasília, o relatório parcial de pesquisa do caso Juscelino Kubitschek. De acordo com a CNV, o ex-presidente da República Juscelino Kubitschek e seu motorista, Geraldo Ribeiro, morreram em decorrência de um acidente automobilístico sofrido na Rodovia Presidente Dutra, em agosto de 1976. A conclusão contraria a tese de homicídio defendida em dezembro pela Comissão Municipal da Verdade de São Paulo. (Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil)


 


“Não há documentos, laudos e fotografias trazidos para a presente análise, qualquer elemento material que, sequer, sugira que o ex-presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira e Geraldo Ribeiro tenham sido assassinados, vítimas de homicídio doloso”, diz um  trecho do relatório da comissão. Peritos criminais da CNV trabalharam com provas materiais do acidente, pesquisas documentais, diligências e perícias.


 


O ex-presidente morreu no dia 22 de agosto de 1976, quando viajava pela rodovia Presidente Dutra, perto do município de Resende, no sul do Estado do Rio de Janeiro. JK estava em um carro modelo Opala, dirigido pelo seu motorista Geraldo Ribeiro. O automóvel foi atingido por um ônibus da viação Cometa e bateu de frente com um caminhão que vinha no sentido oposto. A morte do ex-presidente se tornou alvo de uma conspiração. Geraldo Ribeiro, no entanto, estaria com uma bala no cérebro, segundo fontes da segurança em 1976.


 


A investigação da comissão avaliou, inclusive, o fragmento metálico encontrado na cabeça de Ribeiro em exumação feita em 1996. Tal evidência levantou suspeitas de que o motorista havia sido assassinado com um tiro na cabeça. Porém, após análise desse fragmento e do próprio crânio, os peritos concluíram que se tratava de um cravo metálico usado para fixar o revestimento do caixão.


 


O coordenador da CNV, Pedro Dallari (foto), comentou a conclusão da Comissão Municipal da Verdade de São Paulo, à qual reafirmou respeito. Segundo ele, o relatório dessa comissão foi utilizado durante o trabalho da CNV. “Nossa equipe de peritos trabalhou com o documento deles, colheu depoimentos, mas não se convenceu. Temos todo o respeito pela comissão de São Paulo, o que não significa que tenhamos que concordar com tudo”. O laudo do relatório será divulgado no site da CNV .