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Inspiração de uma geração, morre Gabriel García Márquez

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A literatura perdeu nesta quinta-feira uma de suas grandes personalidades. Morreu na Cidade do México o escritor colombiano Gabriel García Márquez. Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1982, o escritor e jornalista faleceu em casa, aos 87 anos. Considerado um dos mais importantes escritores do século 20 e um dos mais renomados autores latinos da história, 'Gabo' nasceu em 6 de março de 1927, em Aracataca, na Colômbia. Ele brigava há anos contra um câncer linfático. (Foto: Jose Lara/Flickr Commons)


 


García Márquez, que era também jornalista, vivia atualmente no México. Entre seus livros mais conhecidos, destacam-se "Cem Anos de Solidão" e "O Amor nos Tempos do Cólera". O colombiano é considerado o maior expoente do gênero realismo mágico, que mistura realidade com elementos surreais. Também lidava com a solidão em inúmeras e distintas formas.


 


Seu primeiro romance foi publicado em 1955. “A revoada (O enterro do diabo)”, no entanto, foi escrito no início da década de 1950. Tinha como narradores três personagens, um velho coronel, sua filha e o neto, ainda criança. Em 1961, “Má hora: o veneno da madrugada” conquistou o Prêmio Esso. O sucesso internacional  veio a partir de 1967, quando publicou seu romance mais famoso: “Cem anos de solidão”.


 


“O amor nos tempos do cólera”, “O outono do patriarca”, “Do amor e outros demônios” “Crônica de uma morte anunciada” e “Memórias de minhas putas tristes” estão entre outros dos mais notórios livros do escritor. “Mil anos de solidão e tristeza pela morte do maior colombiano de todos os tempos!", escreveu o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, em sua conta pessoal no Twitter. Na mensagem, Santos manifestou solidariedade e prestou condolências à família de García Márquez.


 


"Foi com tristeza que soube da morte do escritor colombiano Gabriel García Márquez. Dono de um texto encantador, Gabo conduzia o leitor pelas suas Macondos imaginárias como quem apresenta um mundo novo a uma criança. Seus personagens singulares e sua América Latina exuberante permanecerão marcados no coração e na memória de seus milhões de leitores", divulgou em seu twitter a presidente Dilma Rousseff.


 


Em nota oficial, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também expressou sua solidariedade. "O mundo perdeu um de seus maiores escritores visionários - e um dos meus favoritos."


 


Principais livros:


"A revoada" (O enterro do diabo) (1955)
"Ninguém escreve ao coronel" (1958)
"Las ocho menos cuarto" (1960)
"Funerales de la mama Grande" (1962)
"A má hora" (O veneno da madrugada), (1962)
"Cem anos de solidão" (1967)
"O outono do patriarca" (1975)
"Crônica de uma morte anunciada" (1982)
"O amor nos tempos do cólera" (1985)
"O general em seu labirinto" (1989)
"Doze contos peregrinos" (1992)
"Do amor e outros demônios" (1994)
"Notícia de um sequestro" (1997)
"Viver para contar" (autobiografia, 2002)
"Memória de minhas putas tristes" (2004)