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Sintra: História e beleza no coração de Portugal

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Fachada do Palácio Nacional de Sintra_Page12e13

Com menos de 400 mil habitantes, Sintra é uma delícia de cidade. Lá é possível comer bem (muito bem) e viver um pouco da história de Portugal. O município é limitado a norte pelo município de Mafra, a leste por Loures e Odivelas, a sueste pela Amadora, a sul por Oeiras e Cascais e a oeste pelo oceano Atlântico. A Vila de Sintra inclui o sítio Paisagem Cultural de SintraPatrimônio Mundial da UNESCO e tem recusado ser elevada a categoria de cidade, apesar de ser sede do segundo mais populoso município em Portugal, segundo a Câmara Municipal de Sintra.


 


Existe ainda todo um patrimônio literário que transformou esta Sintra numa referência quase lendária. Podemos encontrar em Sintra testemunhos de praticamente todas as épocas da história portuguesa e, não raro, com uma dimensão que chegou a ultrapassar, pela sua importância, os limites deste território.


 


Na candidatura de Sintra a Património Mundial/Paisagem Cultural junto da UNESCO, tratou-se de classificar toda uma área que se assumiu como um contexto cultural e ambiental de características específicas: uma unidade cultural que tem permanecido intacta numa quantidade de palácios e parques; de casas senhoriais e respectivos hortos e bosques; de palacetes e chalets inseridos no meio de uma exuberante vegetação; de extensos troços amuralhados que coroam os mais altos cumes da Serra.


 


Também de um grupo de conventos de meditação entre penhascos, bosques e fontes: de igrejas, capelas e ermidas, pólos seculares de fé e de arte; enfim, uma unidade cultural intacta com grupo de vestígios arqueológicos que apontam para ocupações várias vezes milenárias.


 


Palácio da pena


O Palácio da Pena é um dos mais extravagantes do país, talvez do continente. Erguido no topo da Serra de Sintra, a 500 metros de altitude, apresenta uma miscelânea de estilos que, curiosamente, terminam por apresentar um belo resultado. Os últimos reis portugueses, principalmente D. Carlos I e a esposa D. Amélia, aproveitaram bastante essa residência real. Sua construção foi, na verdade, um capricho de D. Fernando II que, em meados do século 19, transformou um antigo mosteiro no colorido e rebuscado palácio. Os ambientes estão recuperados fielmente, como se a Corte ainda habitasse a moradia. A mesa de jantar, por exemplo, se encontra posta com pães de verdade sobre os pratos.


 


Uma curiosidade: o primeiro chuveiro instalado em Portugal pode ser visto na chamada "sala do duche e massagem". Um ônibus à moda antiga leva as pessoas do portão até o alto da montanha, onde fica a entrada. O palácio teve 755.735 visitantes no ano passado, o que o torna o palácio mais visitado do País.


 


Cabo da Roca


O Cabo da Roca é o ponto mais ocidental de Portugal continental, assim como da Europa continental, sendo também o ponto da Europa Continental mais próximo aos Estados Unidos. Situa-se na freguesia de Colares, concelho de Sintra e distrito de Lisboa. O local é visitável, não até ao extremo mas até uma zona à altitude de 140 m. O cabo forma o extremo ocidental da Serra de Sintra, precipitando-se sobre o Oceano Atlântico.


 


Luís Vaz de Camões descreveu-o como o local como “Onde a terra se acaba e o mar começa” (em Os Lusíadas, Canto III). Um padrão em pedra com uma lápide assinalam esta particularidade geográfica a todos quanto visitam este local. A sua flora é diversa e, em muitos casos, tem espécies únicas, sendo objecto de vários estudos que se estendem, igualmente, à geomorfologia, entre outros. Na zona existe um farol (Farol do Cabo da Roca) e uma loja turística. Está inserido no Parque Natural de Sintra-Cascais, numa zona de fáceis acessos e de grande afluência turística, sendo muitas as pessoas que o visitam.


 


Castelo dos Mouros


Essas são as ruínas do castelo dos mouros, silencioso marco da ocupação árabe na região. A ampla vista da região que se tem do alto de suas muralhas sempre lhe fora estratégica, mas hoje encantam os turistas.


 


Palácio Nacional de Sintra


O Palácio Nacional de Sintra, também conhecido como Palácio da Vila, localiza-se na freguesia de São Martinho, na vila de Sintra. Foi um dos Palácios Reais e hoje é propriedade do Estado Português, que o utiliza para fins turísticos e culturais. De implantação urbana, a sua construção iniciou-se no século XV, com traça de autor desconhecido. Apresenta características de arquitectura medieval, gótica, manuelina, renascentista e romântica. É considerado um exemplo de arquitectura orgânica, de conjunto de corpos aparentemente separados, mas que fazem parte de um todo articulado entre si, através de pátios, escadas, corredores e galerias. O Palácio foi utilizado pela Família Real Portuguesa praticamente até ao final da Monarquia, em 1910.


 


Palácio de Queluz


O Palácio de Queluz fica a apenas 15 quilômetros do Centro de Lisboa, a meio caminho de Sintra. Tem um valor extra para os brasileiros: abrigou a família real antes da fuga histórica para o Brasil em 1807. Aqui estão os aposentos de Carlota Joaquina e o quarto onde nasceu e morreu o nosso D. Pedro I (D. Pedro IV de Portugal), decorado com cenas de Dom Quixote. A construção abusa do estilo clássico-barroco e ostenta jardins geométricos decorados com estátuas e fontes, como se fosse uma versão pequenina do venerado Palácio de Versalhes, na França. Construído em estilo rococó, seus agradáveis jardins escondem o Picadeiro, onde são realizadas animadas apresentações da Escola Portuguesa de Arte Equestre, uma ótima atração para a família.


 


Como chegar


A melhor opções para quem quer visitar Sintra é seguir de Londres até Lisboa. Existem diversas empresas que fazem o trecho, que dura cerca de 2h40. De Lisboa, da estação do Rossio, partem trens que levam ao centro de Sintra. A viagem dura cerca de 45 minutos.