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Planeta pop pulsa forte em São Paulo

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Carlos Eduardo Oliveira


Especial para o Brazilian News


 


E vai rolar a festa. Na ausência do Rock in Rio, cuja próxima versão está confirmada para Lisboa, Portugal, em Maio próximo, o festival Lollapalooza chega a sua terceira edição como o evento musical do país (da América Latina?) em 2014. Serão apenas dois dias, 5 e 6 de Abril, suficientes para chacoalhar as estruturas de público e mídia. Criado em 1991 em Chicago pelo americano Perry Farrell, vocalista da banda Jane’s Addiction, que originalmente planejava apenas uma turnê de despedida para o grupo, ao longo dos anos o evento tomou proporções gigantescas, tornando-se uma monumental celebração musical e midiática, a ponto de influenciar a cultura pop global. Parceira de primeira hora do festival, a Rede Globo tem dado amplo destaque diário ao evento, em seus programas jornalísticos – o canal Multishow deve transmitir o evento ao vivo, à semelhança do que acontece com outros festivais de música.


 


Os principais patrocinadores são a cerveja Skol e a montadora Chevrolet. Serão perto de 50 shows divididos em cinco palcos, incluído aí o Kidzpalooza, espaço infantil dedicado à curtição da criançada. As grandes atrações são o grupo inglês Muse, o rock industrial do Nine Inch Nails, o grupo multidisciplinar canadense Arcade Fire e o resgate do grunge de Seattle através do Soundgarden, contemporâneo de Nirvana e Pearl Jam – e o único do quarteto de frente do Lolla 2014 que nunca tocou em terras brasileiras. Um timaço de coadjuvantes (alguns, com largo currículo de shows no Brasil) inclui Pixies, os ingleses do New Order e o ianque Julian Casablancas, vocalista do elogiável combo The Strokes. Há ainda apostas certeiras como o grupo francês Phoenix e o Imagine Dragons, um dos “queridinhos” do momento. Louve-se a inclusão também no line-up de novos artistas britânicos em ascenção, casos do cantor Jake Bugg, da cantora Ellie Goulding e do grupo Disclosure. Lucas santtana, Raiumundos e Nação Zumbi são os destaques, entre os artistas brasileiros.


 


Em 2014 o festival acontece no Autódromo de Interlagos. O próprio Farrell esteve no Brasil, meses atrás, anunciando oficialmente a mudança. Segundo o músico, a decisão de mudar o local foi para reforçar a ideia de que as pessoas usem transporte público para chegar ao evento. A edição 2013, no Jockey Club, teve problemas de trânsito, provocou filas para entrada e causou transtorno no entorno. "É a melhor opção, os trens são novos, bonitos e muito confortáveis . Então, é a melhor forma de se locomover em São Paulo", afirmou, em coletiva de imprensa realizada a bordo de um dos trens que trafegam para a zona sul paulistana, onde fica o autódromo. O público esperado é de cerca de 100 mil pessoas por dia.


 


O festival também tem com uma nova produtora no Brasil, a Time For Fun (ou T4F), maior empresa de entretenimento ao vivo na América do Sul (e quarta no mundo, com operações também no Chile e Argentina). Perry Farrell quer que as medidas tomadas para transformar o Lollapalooza 2014 em um festival para todas as idades incentive pais a levarem seus filhos. "Não podemos deixar a Disney dizer aos nossos filhos o que é música boa. Por isso peço aos pais legais que tragam os seus filhos para ouvir boa música no Lolla". Outra novidade da edição 2014 são as Lolla Parties, eventos paralelos com shows solo em São Paulo de alguns artistas, nos dias subsequentes ao festival, casos de Muse, Cage the Elephant e Jake Bugg.