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Julgamento de Pistorius é adiado

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O julgamento do atleta paralímpico sul-africano Oscar Pistorius foi adiado para o dia sete de abril. A juíza do caso, Tokhozile Masipa, tomou a decisão na sexta-feira passada. Pistorius é acusado de ter assassinato de sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp. A doença de uma de suas assistentes foi o motivo do adiamento, após um recesso de dois dias, exatamente quando a defesa começaria a chamar suas testemunhas.


 


Apesar de não existir uma lista pública com a ordem dos testemunhos, a imprensa local especulava que talvez hoje Pistorius subiria ao banco. O testemunho de Pistorius tinha aumentado o interesse da mídia no julgamento, e jornalistas sul-africanos e internacionais voltaram a encher hoje a sala do tribunal, após vários dias em que esteve meio vazia.


 


O julgamento, que começou no último dia três de março e, após dois adiamentos, está previsto para se prolongar até 16 de maio, encerrou na terça-feira sua primeira parte, com a declaração da última das testemunhas da promotoria. O advogado da defesa, Barry Roux, pediu então um adiamento de dois dias, para decidir quais testemunhas da lista prévia do promotor chamaria.


 


Reeva Steenkamp, que tinha 29 anos, foi baleada em 14 de fevereiro do ano passado na casa de Pistorius na capital sul-africana. O corredor, de 27 anos, confessou em depoimento ter matado a tiros à modelo através da porta fechada do banheiro. Ele afirmou ter atirado em Reeva por pensar que acertava um ladrão que teria invadido o imóvel.


 


O promotor, Gerrie Nel, acusa Pistorius de matá-la intencionalmente, e pede que o atleta seja condenado por "assassinato premeditado", cuja pena pode chegar a prisão perpétua. Nel sustenta que o crime aconteceu após uma discussão que teria sido escutada por alguns dos vizinhos que testemunharam para a acusação. Oscar Pistorius se tornou nos Jogos de Londres de 2012 o primeiro atleta com as duas pernas amputadas a competir nas Olimpíadas.