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Dilma pede que mulheres denunciem casos de assédio sexual

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A presidente Dilma Rousseff pediu que as mulheres denunciem às autoridades qualquer tipo de abusos ou assédio sexual dos quais sejam vítimas. "O Brasil de hoje não comporta mais qualquer tipo de violência contra a mulher", escreveu Dilma em sua conta no Twitter. A governante se referiu especificamente a uma série de casos de homens que aproveitaram o metrô e o ônibus, em horários de muito movimento, para molestar mulheres. Os agressores, além de abusar das mulheres, as gravam e fotografam para divulgar as imagens pela internet, uma prática que já está sendo investigada pela polícia.


 


Dilma ressaltou que esta é uma prática que "envergonha a nossa sociedade" e qualificou os agressores como "criminosos que assediam e abusam de mulheres em ônibus, trens e metros". A governante também ressaltou a "triste coincidência" que esses casos de abuso tenham sido revelados justamente no mês do Dia da Mulher. "Venho pedir às vítimas que não se intimidem em denunciar. E às polícias que não se omitam em combater a prática", acrescentou.


 


STF manda prender deputado condenado por esterilização de mulheres


O Supremo Tribunal Federal (STF) expediu na quinta-feira o mandado de prisão contra o deputado Asdrúbal Bentes, do PMDB do Pará, condenado a três anos e um mês de prisão por crimes eleitorais, que incluiam a esterilização de mulheres em troca de votos. A prisão foi determinada depois de STF rejeitar os últimos recursos do parlamentar, condenado em 2011. O tribunal considerou provado que Bentes, durante a campanha para as eleições municipais de 2004, quando foi candidato a prefeito da cidade de Marabá, recrutou eleitoras em troca de votos, incluindo a oferta de tratamentos de esterilização para as mulheres.


 


Segundo a acusação, os tratamentos eram realizados através de uma fundação do PMDB no Pará, que era dirigida por Bentes e servia de contato com os médicos que realizavam os procedimentos.


 


"O deputado se valeu de um artifício extremamente danoso, entendendo que, exemplarmente, deve merecer a reprimenda da Corte porque ultrapassou os limites imaginários do ser humano, essa forma de corrupção eleitoral", dizia o voto do relator do processo em 2011.


 


Apesar da dureza do relatório, a pena estabelecida foi de três anos e um mês de prisão, tempo que o deputado não passará atrás das grades, pois o regime fechado só se aplica aos condenados a pelo menos quatro anos.


 


Embora o tribunal ainda não tenha confirmado, fontes judiciais disseram que seguramente ele terá direito à prisão domiciliar, que se aplica aos aqueles casos em que a condenação não obriga ao regime de reclusão.


 


O STF também informou à Câmara dos Deputados, para que seja iniciado o processo de cassação do mandato, que termina em fevereiro do ano que vem.