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Turismo

Beleza e sossego em Creta

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Ilhas gregas. Você já deve ter ouvido falar. Creta é a maior delas, e uma das treze regiões administrativas da Grécia. Está no sul do mar Egeu e é a segunda maior ilha do Mediterrâneo Oriental. Segundo um mito, era naquela ilha que vivia o Minotauro. A capital da ilha é a cidade de Heraclião. Tem relevo bastante acidentado, devido a ser a parte mais alta de uma cadeia de montanhas que atinge a sua altitude máxima no monte Ida. A costa é muito recortada. Há cultura da vinha, cereais, oliveira e pomares, criação de gado ovino e caprino. Possui indústria alimentar e possui uma importância turística muito grande.


 


Creta é um dos destinos turísticos mais populares na Grécia. Quinze por cento de todas as chegadas na Grécia acontecem através da cidade de Heraklion (porto e aeroporto), enquanto as viagens charter para Heraklion ano passado representava 20 % do total de voos charter na Grécia. No geral, mais de dois milhões de turistas visitaram Creta no ano passado, e este aumento do turismo se reflete no número de camas de hotel, com aumento de 53 % no período entre 1986 e 1991, quando o resto da Grécia registaram aumentos de apenas 25%. Hoje, a infraestrutura turística da ilha atende a todos os gostos, incluindo uma ampla variedade de acomodações, grandes hotéis de luxo com suas instalações completas, piscinas, esportes e recreação, apartamentos familiares, instalações de camping e outros. Visitantes chegam à ilha por dois aeroportos internacionais, em Heraklion e Chania, ou de barco para os principais portos de Heraklion, Chania, Rethimno, Agios Nikolaos e Sitia.


 


As atrações turísticas mais populares incluem os sítios arqueológicos da civilização minóica, a cidade velha de Veneza e porto de Chania, o castelo veneziano em Rethymno, o desfiladeiro de Samaria, as ilhas de Chrysi, Elafonisi, Gramvousa e Spinalonga e o Beach Palm de Vai, que é a maior floresta palma natural na Europa.


 


O clima ameno da Ilha de Creta atrai o interesse dos europeus do norte que querem uma casa de férias ou residência na ilha. Os cidadãos da UE têm o direito de comprar livremente bens e residir com pouca formalidade. Um número crescente de empresas imobiliárias atendem principalmente expatriados britânicos, seguidos por alemães, holandeses, escandinavos e outras nacionalidades europeias que desejam possuir uma casa em Creta. Os britânicos estão concentrados nas unidades regionais do oeste de Chania e Rethymno e, em menor medida, em Heraklion e Lasithi


 


História


É de extrema importância ressaltar que os povoadores de Creta eram provindos ou da Europa Continental (da Península dos Balcãs, neste caso, da Grécia continental), da Península da Ásia Menor ou de ambas as regiões. O povoamento humano ocorreu durante a Pré-História, há várias dezenas de milhares de anos, quando a espécie homo sapiens (humanos modernos) se estabeleceu pela primeira vez na ilha.


 


Os habitantes mais antigos de que existem registos históricos eram os eteocretenses, cuja Civilização Minoica foi a primeira em território europeu, e que terá começado no III milénio a.C.. A questão da origem dos eteocretenses e da sua língua ainda está em debate. Há linguistas e filólogos que filiam o povo e a língua eteocretense no ramo de linguas anatólicas indo-europeias, enquanto outros os filiam em outro ramo indo-europeu ou ainda em povos e em línguas pré-indo-europeias do Mar Mediterrâneo do Norte.


Em finais do 2º milénio a.C., nos séculos XIII e XII a.C., os gregos micênicos terão conquistado a ilha e introduzido a sua língua, que, depois de vários séculos, substituiu o eteocretense. Depois de alguns séculos, os cretenses passaram a identificar-se étnica e linguisticamente com os restantes gregos. O dialeto grego da Antiguidade falado pelos cretenses era mais aparentado com os dialetos dórios da península do Peloponeso (caso do espartano, o dialeto de Esparta).


 


Tradicionalmente, a população era quase toda formada por pescadores e marinheiros mas a atividade agrícola também era essencial para a vivência da população da ilha.


 


A partir da primeira metade do 2º milénio a.C. Creta chegou a ser o centro cultural e comercial (graças ao domínio que lhe dava a sua frota homens grandes e fortes para carregar as mulheres e às riquezas acumuladas pelo comércio de produtos como o vinho, o azeite, as cerâmicas, os tecidos e a joalharia impôs-se no mar Mediterrâneo quer nos territórios vizinhos quer em locais mais afastados, como a Sicília) nas regiões da Idade do Bronze no Mediterrâneo Oriental (cultura do Egeu). O seu predomínio terminou ca. 1 400 a.C., quando a ilha foi ocupada militarmente pelos aqueus (Civilização Micênica).