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Conferência aborda situação dos trabalhadores latinos

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Márcio Ceccarelli


 


Sindicalistas do Reino Unido e das comunidades latina e lusófana se encontraram no último sábado na sede da TUC (Trades Union Congress), no centro de Londres. A conferência “Working Together” abordou a situação da classe trabalhadora imigrante na Inglaterra. Foram discutidas políticas de benefícios para os trabalhadores e soluções para os problemas encontrados por quem sofre com as mudanças culturais e linguísticas enquanto tentam melhorar socialmente.


 


De acordo com Laurie Heselden, da Sertuc, o número de pessoas vindas de outros países para trabalhar no Reino Unido no ano passado foi o maior desde 1964. Mais de 400 mil pessoas chegaram ao país até setembro do ano passado. As principais nacionalidades, de acordo com os números oficiais, incluem Espanha, Portugal, Itália, Grécia e Polônia. Bulgária e Hungria também estão na lista, com cerca de 14 mil pessoas vindas dos dois países no primeiro bimestre do ano. Em contrapartida, mais de cinco milhões de britânicos moram fora do país. A Espanha é um dos principais destinos para trabalho para os britânicos.


 


Carlos Trinidade, representante do CGTP-IN, de Portugal, contestou a maneira como a União Europeia tem sido tratada nos últimos anos. Segundo ele, 250 mil portugueses deixaram o país nos últimos três anos para procurar trabalho, sendo que 80 mil caminharam para a Inglaterra. “Essa não é a União Europeia que nós queremos. Não somos contra o cidadão mudar de país em busca de trabalho, mas contra o sistema que faz com eles sejam forçados a saírem do país”. As consequências da migração em massa também foram apontadas por Trinidade, citando problemas xenofóbicos, entre outros.