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Governo apresenta orçamento e projeções para 2015

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O governo britânico apresentou na semana passada os orçamentos do Estado, os últimos antes das eleições de 2015, que contemplam reduções pontuais de impostos e mantêm o limite às ajudas sociais, em um momento de crescimento da economia. O governo do primeiro-ministro David Cameron, uma coalizão de conservadores e liberais, apreentou as contas ao Parlamento e anunciou uma revisão para cima das projeções de crescimento para 2014 e 2015: 2,7% e 2,3%, respectivamente, 0,3% e 0,1% acima das estimativas iniciais.


 


"A recuperação econômica continua e é mais rápida que o previsto", disse o ministro da Economia britânico, George Osborne. "Estamos crescendo mais rápido que a Alemanha, mais rápido que o Japão, mais que os Estados Unidos. Não há uma grande economia que cresça mais rápido que a Grã-Bretanha atualmente", completou Osborne.


 


Os novos dados incluem uma revisão do déficit orçamentário pelo Escritório de Responsabilidade Orçamentária (OBR), que elabora as previsões oficiais de maneira independente. Assim, o Reino Unido poderia registrar superávit no ano fiscal 2018/19, segundo Osborne, antes de alertar que "a tarefa está longe de acabar". Também disse que é necessário manter restrições aos gastos para obter o saneamento das contas.


 


O governo divulgou ainda os dados sobre o desemprego, que também favorecem o Executivo. O desemprego afetava 2,33 milhões de pessoas no trimestre encerrado em janeiro, 63.000 a menos que no período anterior.


 


A austeridade, bandeira dos conservadores, é comprovada pelo limite de 119 bilhões de libras em gastos sociais para o período 2015-2016 - excluindo pensões e o desemprego -, um teto que será ajustado à inflação. Ao mesmo tempo, o governo anunciou um aumento do que poderá ser deduzido a título de cuidado com os filhos e novos estímulos à poupança, afetada pelas historicamente reduzidass taxas de juros do Banco da Inglaterra, de 0,5%.