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O mundo em busca do voo MH370

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O número de países que colaboram na busca do avião da Malaysia Airlines desaparecido com 239 pessoas a bordo desde o último dia 8 aumentou para 26, informaram na segunda-feira as autoridades da Malásia, que coordenam as operações. A lista oficial inclui Austrália, Bangladesh, Mianmar, Brunei, China, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Filipinas, França, Índia, Indonésia, Japão, Cazaquistão, Quirguistão, Laos, Malásia, Nova Zelândia, Paquistão, Reino Unido, Rússia, Cingapura, Tailândia, Turcomenistão, Uzbequistão e Vietnã.


 


A busca se centra em dois corredores: um que parte da Indonésia e adentra no sul do oceano Índico, a oeste da Austrália; e outro que começa no norte da Tailândia e vai até Cazaquistão e Turcomenistão. O Ministério das Relações Exteriores da Malásia enviou notas diplomáticas a todos os países por onde passam os corredores norte e sul pedindo informação sobre seus radares e satélites, operações em terra, mar e ar, planos de busca e resgate e qualquer outro detalhe que possa ajudar a localizar o avião.


 


O voo MH370 saiu de Kuala Lumpur em direção a Pequim na madrugada de 8 de março e desapareceu do radar cerca de 40 minutos após a decolagem com 227 passageiros e 12 tripulantes a bordo. A investigação oficial confirmou que o Boeing 777-2000 desligou seus sistemas de comunicação e mudou de rota deliberadamente.


 


Três analistas franceses em segurança na avião civil chegaram à Malásia para participar das investigações e para ajudar com sua experiência no acidente do voo 447 da Air France que desapareceu em pleno voo, quando viajava do Rio de Janeiro para Paris, em 2009.


 


Mudança de rota


O avião desceu até os cinco mil pés de altura para evitar ser detectado pelos radares comerciais, publicou o New Straits Times, jornal em língua inglesa publicado na Malásia. A análise dos dados do avião B777-200 da Malaysia Airlines revelou que a aeronave baixou 1.500 metros para desaparecer do mapa dos radares, enquanto mudava de rumo com destino a um paradeiro desconhecido.


 


Os investigadores indicaram que este "mascaramento" serviu para o avião sobrevoar a baía de Bengala e se dirigir ao norte terra adentro. "A pessoa no comando do avião tem um sólido conhecimento de navegação e radares, deixou uma pista limpa", declarou um funcionário que preferiu não ser identificado ao New Straits Times.


 


O voo MH370 saiu de Kuala Lumpur em direção a Pequim na madrugada de 8 de março e desapareceu do radar cerca de 40 minutos após decolar, embora se acredite que pode ter voado por várias horas e sobre pelo menos dois países além da Malásia sem ser detectado, explicaram os especialistas ao jornal cingapuriano.


 


As autoridades malaias pediram a uma série de países, a maioria do sul e do centro da Ásia, que se incorporem à busca do avião da Malaysia Airlines depois de as investigações confirmarem que o aparelho mudou de rota deliberadamente para oeste.


 


As suspeitas para o desaparecimento do avião são: sequestro, terrorismo e problemas psicológicos ou pessoais de alguém no interior do avião.


 


Estes novos dados abriram no fim de semana duas zonas de investigação: uma faixa que vai do norte da Tailândia até Cazaquistão e Turcomenistão, e outro corredor que parte da Indonésia e adentra no sul do oceano Índico, a oeste da Austrália.


 


A polícia revistou a casa do capitão que pilotava o avião, Zaharie Ahmad Shah, de 53 anos, que construiu seu próprio simulador de voo, e que ainda não foi formalmente implicado no suposto sequestro.


 


Contato do piloto


Um dos pilotos do voo MH370 teria conversado com a equipe de comando de tráfego aéreo após a perda do sinal de rastreamento da aeronave. A informação chega após mais de uma semana de mistério crescente sobre o paradeiro do avião.


 


De acordo com o New York Times, um alto oficial malaio afirmou no domingo que um piloto enviou a mensagem "Tudo bem, boa noite" pouco depois que um sistema de localização parou de transmitir dados sobre a posição da aeronave. A mensagem ganha importância ao comunicar que, do ponto de vista dos pilotos, não havia problemas no voo - mesmo com um importante equipamento fora de funcionamento.


 


No sábado, o premiê da Malásia já afirmara que a rota do avião haveria sido desviada a de propósito; segundo Najib Razak, os investigadores do caso acreditam que alguém a bordo do avião desligou os sistemas de rastreamento e comunicação da aeronave, virou o Boeing 777 e voou por cerca de sete horas depois que o aparelho perdeu contato com o controle aéreo. Também a CNN noticiou que a suspeita da inteligência americana recai sobre os pilotos.