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Dilma assina concessões de rodovias e defende investimento privado

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A presidente Dilma Rousseff comandou na semana passada uma cerimônia na qual foram assinados os contratos de concessões de trechos das rodovias BR-040 e BR-163, licitados no ano passado, e elogiou a "confiança" que o país inspira no investimento privado. "O Brasil tem o grande desafio de melhorar a infraestrutura" e para isso conta com a cooperação das empresas privadas, declarou a chefe de Estado no ato, realizado no Palácio do Planalto.


 


O leilão dos trechos das estradas faz parte do Programa de Investimento em Logística (PIL), apresentado em agosto do de 2013 e por meio do qual se prevê transferir à iniciativa privada a gestão de 7.500 quilômetros de rodovias federais. Dilma admitiu que "quando o programa começou houve muita desconfiança", mas ressaltou que à medida que avançou o processo de licitações se constatou uma "ampla participação da empresa privada", o que "demonstra que o Brasil transmite uma visão otimista" aos empresários.


 


A presidente frisou que, a partir de agora, as empresas que venceram as licitações deverão honrar os compromissos assumidos, pois "se uma obra que deve demorar cinco anos demora dez, aumentará também o custo previsto".


 


Dilma também justificou a cobrança de pedágios nas estradas e assegurou que isso significará uma "contribuição" dos cidadãos para melhoria que as estradas federais necessitam. O trecho da BR-040 concedido une as cidades de Brasília e Juiz de Fora através de 936,8 quilômetros e foi cedido ao grupo brasileiro Invepar, que tem como sócios a construtora OAS e os fundos de pensões da Petrobras (Petros) e do Banco do Brasil (Previ).


 


O contrato obriga a Invepar a duplicar a estrada em 557,2 quilômetros em um prazo de cinco anos e investir cerca de R$ 7,92 bilhões em obras de ampliação, modernização, reparação e manutenção.


 


O trecho da BR-163 concedido atravessa o estado do Mato Grosso do Sul, um dos pólos de produção agropecuária do país, e foi concedido ao grupo brasileiro CCR, que se comprometeu a investir R$ 2 bilhões por ano durante cinco anos.