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Marcha da Mulher da MWR com presença brasileira

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Por Shirley Nunes


Fundadora do culturart.co.uk


 


O Culturart Brazil esteve presente na Marcha da Mulher de 2014, em Londres. No dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher, o céu estava azul, a grande Oxford Street agitada, e bem ali do lado da loja Selfridges, na Duke Street, começava o aquecimento da Million Women Rise (MWR), com placas de cor vermelha e preto como a cor prevalente da organização.


 


Quase a frente, encontrava-se cartazes em verde e amarelo, com brasileiras sorridentes, e a bandeira brasileira junto aos seus corpos, algumas com rostos pintados também de verde-amarelo, outras com instrumentos percussivos na mão junto com a AMBE (Apoio à Mulher Brasileira no Exterior). Uniram-se todas por volta das onze da manhã na frente do Consulado, e outras foram chegando aos poucos no ponto de partida da marcha. Às 13h, se iniciou a marcha, passando pelo cruzamento da Oxford Circus, logo depois Picadilly Circus, até virar na esquina exatamente ali em frente da Embaixada Brasileira sentido Trafalgar Square – ponto de chegada que aconteceu às 14h25.


 


Durante a caminhada, a sensação era indescrítivel ver tantas mulheres juntas, com diferentes línguas e nacionalidades. Mulheres que não se conheciam mas haviam a mesma linguagem ‘um grito de voz para dizer não à violência doméstica’. Ora, as brasileiras trocavam as letras  em inglês por uma letra em português ‘Homem que é homem não bate em mulher. E quando ficavam sem cantar, entrava batucadas improvisadas de brasileiras com instrumentos como o tamborim, pandeiro, chocalho, triângulo e reco-reco, sem ensaio. Mesmo assim causando simpatia no público fora da corda, que assistia sorrindo, e muitos fotógrafos vindo até a ala para fotografá-las. O natural de cada uma, fazia a ala ficar mais bonita e especial.


 


Não podemos deixar de mencionar que houve presença de membros do Conselho Participativo de Cidadania, juntamente com AMBE. O fechamento foi em Trafalgar Square, com discurso & música organizado pela WMR. O texto era focado  em números de mulheres que tem sofrido violência doméstica no mundo, falando até mesmo, sobre homens que tem matado mulheres e não apenas o maltrato.


 


Vale lembrar que elas trabalham com mulheres que moram na China, na Índia, no Paquistão e tantos outros lugares, onde mulheres não só vivem preconceito machista como também não tem direitos e opção de escolha para mudar sua situação. Já a canção cantada por grupos femininos, tinha letras de ânimo, e até mesmo havia uma que dizia ‘Lord told us we are the Queen’, tocada com som percussivo estilo africano, que podia comparar o ritmo do samba-reggae brasileiro da Bahia, causando até mesmo nas brasileiras vontade de dançar, o que chamou atenção de algumas pessoas em volta.


 


Comparando o ano de 2013 com esse ano, podemos dizer que foi diferente, com maior presença de brasileiras e alegria estampada no rosto. Ajude essa causa com doações, veja as maneiras no site: www.ambe.org.uk