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Poluição do ar em Londres chega a superar quatro vezes o limite da União Europeia

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O Palácio de Buckingham sofre com o mais alto nível de poluição do ar no país, com quase quatro vezes o limite legal da Europa, de acordo com os números mais recentes. A Grosvenor Place, que funciona ao lado de Londres residência da rainha, teve o mais alto nível do gás tóxico dióxido de nitrogênio em 2012. Os pesquisadores descobriram 152 miligramas de gás por metro cúbico de ar, com o principal contribuinte ser emanações de motores diesel. O limite legal da UE é de 40. Números divulgados pelo DEFRA após um pedido de liberdade de informação revela que todos os 50 piores pontos de poluição da Grã-Bretanha estão na capital.


 


Outras áreas altamente poluídas incluem Oxford Street, perto de Marble Arch, que registrou 150 microgramas, e Cockspur Street, perto de Trafalgar Square, em 138 microgramas.


A quarta e a quinta posições ficaram com Park Lane e Knightsbridge - que mediram 135 e 134 microgramas, respectivamente. Avenidas perto de atrações turísticas de Londres, como Madame Tussauds, Hamleys Toy Shop e Covent Garden também estão na lista. O gás pode causar doenças respiratórias, como a inflamação do tecido dos pulmões.


 


O governo é acusado judicialmente por não conseguir lidar com o alto nível de gás tóxicos nas cidades do país. Simon Birkett, fundador e diretor do Clean Air em Londres afirmou que “estes níveis de dióxido de azoto (NO2) são nada menos que impressionantes. Pensar que milhares ou milhões de turistas e milhões de de londrinos estão expostos à poluição do ar é profundamente preocupante”.


 


O Reino Unido enfrenta multas de até 300 milhões de libras da Comissão Europeia por não reduzir os altos níveis de NO2 no trânsito. Um porta-voz do prefeito Boris Johnson disse que desde que foi eleito, “as emissões de NO2 foram reduzidas em 20% e o número de pessoas que vivem em áreas que excedam os limites de NO2 caiu pela metade, mas ele reconhece plenamente a necessidade de tomar novas medidas”.


 


“Isso inclui a introdução da primeira Ultra-Baixa Zona de Emissão do mundo no centro de Londres a partir de 2020, taxas mais severas a partir de 2018 e cerca de 20 milhões de libras para resolver problemas locais”. Essas medidas trarão enormes benefícios econômicos e ambientais para o centro de Londres, e fará da cidade um lugar ainda melhor para se viver, trabalhar e visitar”, completou.