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Ansiedade e apetite – como isso afeta a maneira como você come

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Por Priscila Schramm Gonsalez*


“É um sentimento desagradável; Eu quero me livrar disso! ”- Essas são frequentemente as únicas palavras que as pessoas podem expressar quando solicitadas a descrever sua ansiedade. No entanto, a ansiedade é uma emoção que ocorre com muita frequência e pode afetar fortemente o comportamento alimentar.


Não é o mesmo que medo, que é uma resposta adequada ao perigo.


A ansiedade é um sentimento mais complexo, com elementos de medo, preocupação e mal-estar, e é frequentemente acompanhada de inquietação e tensão muscular.


As origens da ansiedade


Em geral, a ansiedade é o sentimento desagradável de pavor de que algo negativo aconteça no futuro. O sentimento de ansiedade é particularmente alimentado pela ruminação, como se preocupar com ingestão de calorias, ganho de peso, aparência, rejeição social, alimentos saudáveis ou não saudáveis. A lista de ameaças é interminável.


Pessoas com padrões alimentares restritivos (ou mais extremos: anorexia, ortorexia) geralmente experimentam ansiedade antes, durante ou após uma refeição.


A comida é vista como uma ameaça potencial ao peso ou saúde.


Ao controlar emoções, pensamentos, peso ou ingestão de alimentos, as pessoas tentam controlar esse sentimento indefinível.


Infelizmente, eles continuam nos afetando e nos trazem ainda mais ansiedade.


Quando temos o poder de examinar profundamente nossas emoções neste momento, a ansiedade, o medo e a preocupação não podem mais nos controlar.


Como lidar com a ansiedade


Primeiro passo: Acolhendo nossos sentimentos


A primeira parte de olhar para a nossa ansiedade é apenas convidá-la para a nossa consciência, sem julgamentos, ficar sobrecarregada ou suprimir o sentimento. Esse processo de fazer uma pausa e permitir que a sensação desconfortável esteja lá cria um espaço e traz muito alívio. Comer para silenciar as emoções nunca é a melhor resposta.


Segundo passo: reconhecendo o que está aqui


Quando pudermos reconhecer nosso pensamento ansioso, veremos claramente como ele nos mantém focados no passado ou preocupados com o futuro. Só então podemos perceber que agora estamos bem. No momento, ainda estamos vivos, e nossos sentidos podem experimentar as cores bonitas e os deliciosos sabores da comida no prato.


Terceiro passo: Conectando-se com o corpo


As emoções não acontecem apenas no cérebro, elas estão intimamente ligadas à condição do corpo. Podemos não perceber que estamos com fome, excitados, ansiosos ou felizes, sem esse vínculo com uma reação em nosso corpo, principalmente no coração e no intestino. O corpo emite um sinal -pés frios, uma onda de calor ou um sinal nervoso - que nem se registra em nossa consciência.


Quarto passo: dialogando internamente


“Esse sentimento de ansiedade vem de algo que está acontecendo agora ou é um antigo medo ou preocupação de quando éramos jovens? O que esse sentimento quer nos dizer?


Quando praticamos acolher todas as nossas ansiedades e não reprimir nossos sentimentos, podemos simplesmente desfrutar do sol, do ar fresco, da água e da comida no prato.


Uma prática diária de atenção plena pode ser de enorme ajuda. Quando começamos com a consciência de nossa respiração, chegamos ao momento presente e somos mais capazes de encontrar o que quer que surja em nosso caminho. Mas não espere por uma crise antes de tentar praticar a transformação da ansiedade em viver de maneira mais consciente. Se fizermos da prática da atenção um hábito, já saberemos o que fazer quando surgirem dificuldades. Não estamos mais ansiosos, somos capazes de fazer escolhas livres e equilibradas para nossa saúde e bem-estar.


* Priscila Schramm Gonsalez é nutricionista funcional, especialista em desequilíbrios hormonais, saúde da mulher, doença crônicas e emagrecimento. Atende pacientes em consultório e pelo NHS.


Você tem uma pergunta sobre nutrição, saúde e bem-estar? Envie para priscilasgonsalez@gmail.com