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Graduados estrangeiros poderão permanecer por 2 anos após formatura

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Por Ulysses Maldonado


Estudantes universitários estrangeiros que estudam no Reino Unido podem ficar no país para trabalhar por um período de dois anos após a formatura, de acordo com os novos planos divulgados pelo governo.


A decisão reverte a medida adotada em 2012 pela então Ministra do Interior, Theresa May, que obrigou os estudantes internacionais - não afetou a comunidade - a sair quatro meses depois de terminar o curso universitário. A nova medida será aplicada aos estudantes que iniciarem seus cursos universitários a partir do próximo ano.


Não foi especificado se o plano também será para a comunidade após a saída do Reino Unido da União Europeia, pois resta definir se o Brexit ocorre sem acordo em 31 de outubro ou se haverá uma nova extensão para a retirada.


O primeiro-ministro britânico Boris Johnson disse que essa mudança visa tirar proveito do "potencial" que esses jovens têm e começar seu trabalho futuro no Reino Unido.


O ministro do Interior, Priti Patel, disse, por outro lado, que a medida demonstra a "visão internacional" do novo governo, que prometeu aplicar um sistema de imigração pontual, semelhante ao australiano, após a retirada do país da União Europeia (UE), que prioriza trabalhadores qualificados.


Sob o novo plano, não haverá restrições quanto ao tipo de trabalho que os estudantes poderão realizar nesses dois anos. Alistair Jarvis, diretor da organização de universidades do Reino Unido, que apoia e defende o trabalho das universidades britânicas, congratulou-se com a medida e enfatizou que ela beneficiará a economia do Reino Unido.


"Há evidências de que estudantes internacionais trazem aspectos positivos para o Reino Unido, bem como uma contribuição econômica de 26.000 milhões de libras (29.000 milhões de euros), mas, durante muito tempo, a falta de oportunidades de emprego após estudos no Reino Unido nos colocou em uma situação desvantajosa quando se trata de atrair estudantes", acrescentou.