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Assassino de brasileira é condenado a 27 anos de prisão

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Da Redação


Foi condenado a 27 anos em regime fechado o brasileiro Ricardo Godinho, de 41 anos, por ter matado a ex-mulher Aliny Mendes. O assassino, que também tem passaporte italiano, não demonstrou nenhuma expressão ao sentar-se no banco dos réus em silêncio, quando os veredictos foram lidos, no Guildford Crown Court no dia 17 de julho.


Godinho também foi condenado por possuir uma arma ofensiva em um lugar público. A sentença determina uma pena de no mínimo 27 anos. Só após desse tempo, ele poderá solicitar revisão e, quem sabe, conseguir relaxamento da pena.


A também brasileira Aliny Godinho, de 39 anos, foi esfaqueada até a morte na frente da filha de três anos, quando esperava os outros filhos saírem da escola. O caso aconteceu em Ewell, Surrey, no dia 8 de fevereiro. O ex-marido da vítima foi preso no mesmo dia, e admitiu a autoria do crime.


O júri ouviu na primeira audiência que Ricardo Godinho tinha histórico de violência e já tinha ameaçado Aliny de morte. Eles estavam separados e ele descobriu o novo endereço da ex-mulher, com quem foi casado por 17 anos, através de um grupo de WhatsApp de amigos, onde foi adicionado inadvertidamente.


Ricardo admitiu que matou a ex-mulher “por causa de problemas” e que a esfaqueou “inúmeras vezes”. A promotora do caso Kate Lumsdon disse: “ao descobrir o endereço de Aliny, ele pôde ver o que ela estava fazendo e, significativamente, como ela estava seguindo com a sua vida.”


“Godinho matou sua mulher para puni-la, em uma revanche por ela o ter deixado e, imaginava ele, para ficar comas crianças”, explicou a promotora do caso.


A família da brasileira divulgou um comunicado, reproduzido em parte a seguir: “Aliny era uma mulher linda, inteligente, feliz e carinhosa que era amada por tantas pessoas, tanto no Reino Unido quanto em seu país de origem, o Brasil. Os eventos 8 de fevereiro tiraram não apenas uma irmã, uma filha, uma neta e uma amiga, mas, mais importante, tiraram uma mãe carinhosa de seus quatro filhos pequenos”.