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Mais de 6.500 euros para emigrantes que voltarem à Portugal com emprego

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Da Redação

Emigrantes e lusodescendentes podem ter incentivo de até 6.500 euros, se voltarem a trabalhar em Portugal. O programa Regressar, do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), foi aprovado em março, mas só a partir de julho começou a ser posto em prática.

Estima-se que, até o final de 2019, o IEFP invista 10 milhões de euros nessa medida. Segundo reportagem do jornal Público, 1.500 pessoas podem se candidatar imediatamente ao programa Regressar.

Além da ajuda financeira, que pode ultrapassar 6.500 euros, os regressos poderão ter parte das despesas de viagem paga pelo governo.

Ao Público, o secretário de Estado do Emprego Miguel Cabrita anteviu alguma resistência da comunidade portuguesa além-fronteiras para aderir à iniciativa. “Os programas de regresso de emigrantes são programas complexos, têm até algum historial de dificuldades. Da mesma maneira que as pessoas não tomam de ânimo leve a decisão de sair, regressar também não é uma coisa imediata”, explicou.

O critério mais importante para se candidatar ao programa é que o candidato tenha um contrato de trabalho em Portugal. Ou seja, não terão direito aqueles que pretendem procurar emprego no país.

Outro ponto importante é que o candidato precisa estar fora do país pelo menos desde 31 de dezembro de 2015 e estar emigrado há pelo menos um ano.

Parte do dinheiro que emigrante recebe corresponde a um subsídio de regresso, no valor de 2.614,56 euros, com possibilidade de subir 10% por cada membro da família que o acompanhe de volta à Portugal.


O programa Regressar ainda cobre os custos de viagem do emigrado e de sua família, desde que não ultrapasse o valor de 1.307 euros. Mesmo vale para o transporte de bens, até o limite de 871,52 euros. Há ainda uma gratificação de 436,76 euros pelo reconhecimento das capacidades académicas ou profissionais do emigrante.