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UK deve facilitar a entrada de profissionais de fora da UE

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Patrick Amoy/Unsplash

Visa


Por Arelys Gonçalves

As deficiências na mão de obra qualificada atingiram pontos tão altos no Reino Unido que levaram o Comitê Consultivo de Migração a pedir a flexibilização dos requisitos para profissionais de outras partes do mundo, fora do bloco europeu. Em um relatório que apresentou ao ministro do Interior, Sajid Havid, em maio, propõe-se que arquitetos, veterinários e web designers, entre outras carreiras, sejam incluídos na lista de prioridades de vistos.

Além disso, foi indicado que outros trabalhos prioritários que devem ser substituídos são os programadores de computador e os desenvolvedores de software. Estes, juntamente com os terapeutas da linguagem, devem ser incluídos na chamada "lista de trabalhadores necessitados". Segundo o referido comitê, se a pressão sobre as regras de visto para profissionais nessas áreas for facilitada, seria mais fácil para o empregador contratar o pessoal necessário.

O relatório afirma que as mudanças são indispensáveis em vista do fato de que é cada vez mais difícil preencher esses papéis nas empresas. De acordo com o estabelecido, 9% dos empregos no mercado de trabalho são classificados como escassos e devem ser fornecidos por profissionais de outras partes do mundo. A figura que foi tratada até agora foi de 1%, o que é evidência de uma queda acentuada no pessoal de origem britânica.

Essa mudança representaria um impulso para a América Latina, que está localizada com uma alta porcentagem de cidadãos com estudos universitários e treinados no campo profissional.

A última vez que essa avaliação foi realizada foi em 2013. Segundo o comitê consultivo, são dados que não correspondem à situação atual. Neste momento, de acordo com o que foi analisado, as indústrias estão encontrando muitas dificuldades em conseguir pessoal qualificado para as posições necessárias.

A recomendação fundamental deste relatório é atualizar as prioridades ajustadas ao presente e às previsões para o futuro. Até agora, o limite máximo para a entrada de imigrantes qualificados é de 20.700 por ano, valor que pode ser afetado se as recomendações forem consideradas.