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Comportamento

Inteligência artificial e humana

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Por Fernando Rebouças*

Imagine você entrando numa casa que dialoga com você e automatiza todos os eletrodomésticos para trabalharem para você na hora que você precisa. Agora imagine você viajando durante duas ou três horas através de um carro sem motorista controlado a partir de uma inteligência artificial.

A inteligência artificial não é mais uma promessa de filmes de ficção científica, mas uma realidade que aos poucos começará a fazer parte de nossas vidas. Porém, não acredite que a existência da inteligência artificial propiciará descanso eterno para a inteligência humana.

No livro “A arte de conquistar super poderes mentais” de Henrik Fexeus, publicado no Brasil pela editora Vozes-Nobilis ele afirma a divisão básica de nossa capacidade de pensamento da seguinte forma:

“O pensamento racional é a forma de entendimento em que você normalmente está consciente: quando você está pensativo, medita e reflete. Mas, ao lado disso, existe uma outra maneira de pensar : a impulsiva, a excitante e, às vezes, ilógica. Esta é de responsabilidade do seu cérebro sentimental. Estas duas maneiras cooperam juntas para criar o seu ambiente mental.”

A inteligência artificial de fato poderá tornar o nosso cotidiano melhor, mais seguro, destruindo e gerando profissões, mas jamais substituirá a relação do consciente e do inconsciente na construção da inteligência humana. Por melhor que seja um equipamento movido por uma inteligência artificial, ele não conseguirá compor uma música mais genial do que as composições de Beethoven, não pintará quadros melhores do que Monet e não construirá tendências emocionais e culturais nas artes, na biomedicina, na expressão humana e nas demais capacidades de identificação humana.

Portanto, podemos concluir que o fator criado e desenvolvido pela alma humana inteligente não será substituído, podendo ainda ficar sobrecarregado pelo excesso de atuação da inteligência artificial que poderá alterar o ritmo de vida dos seres humanos que poderão ficar menos reflexivos e mais imersos no mundo digital e automatizado.

* Fernando Rebouças é publicitário, editor, desenhista e autor do Oi! O Tucano Ecologista (www. oiarte.com)