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Londres

Mulheres elevam suas vozes na luta contra a violência

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Foto: Arelys Gonçalves

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A manifestação, que acontece todo primeiro sábado depois de 8 de março, foi o ponto de encontro de milhares de ativistas que, abrigados pela iniciativa Million Women Rise


Por Arelys Gonçalves - "Never forgotten", "Nem uma a menos", "Queremos viver" e outras mensagens em inglês, português, espanhol e muitas outras línguas marcaram a marcha diversa, emocional e energética de 9 de março. Mulheres de diferentes partes do mundo se uniram em um único grito para marchar no sábado pelas ruas de Londres e exigir o fim da indiferença da justiça contra a violência machista e estatal.


A manifestação, que acontece todo primeiro sábado depois de 8 de março, foi mais uma vez o ponto de encontro de milhares de ativistas que, abrigados pela iniciativa Million Women Rise (MWR), saíram às ruas para denunciar, exigir e recuperar seu espaço na sociedade.


A MWR é uma coalizão de frentes feministas que lideram a luta contra a discriminação em todas as suas formas, violência, exploração sexual, tráfico de meninas, assédio e maus tratos a imigrantes, assim como qualquer outra manifestação de violência.


Mais e mais visível

A América Latina fazia parte desse rio humano que se encontrou na Oxford Street, a partir do meio-dia. O ponto final foi a Trafalgar Square, onde as diferentes organizações foram agrupadas e onde aconteceram os discursos reservados para o dia.


Grupos latino-americanos também participaram. Os mais visíveis foram o Serviço para Mulheres Latino-Americanas, o LAWRS, e a organização para ajudar as mulheres latino-americanas, LAWA. O primeiro, orientado para o apoio geral às mulheres, incluindo casos de violência, e o segundo, definido como uma instituição para proteger mulheres e crianças da violência e da opressão. Ambas as instituições, amplamente reconhecidas não só pela comunidade, mas também pelas autoridades locais, por seu esforço em resgatar as mulheres de dificuldades e sofrimento, eram uma bandeira notória em nome da América Latina.


Lucila Granada e Nahir de la Silva e muitos outros representantes do Lawrs participaram da caminhada junto com outras instituições. Nahir, com a mensagem "Eu não nasci mulher para morrer por ser uma", ressaltou a importância de unir essas atividades que permitam criar laços de unidade.


Rosa Heimer, do LAWA, enviou uma mensagem para a comunidade brasileira, que também pode buscar apoio nessas instituições. Ela se referiu ao protesto como uma forma de luta e como uma ocasião para lembrar e celebrar o que foi alcançado até agora no campo dos direitos humanos. Havia muitas mensagens dedicadas a Marielle Franco, vereadora carioca assassinada em 14 de fevereiro de 2018 no Rio de Janeiro.