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Mais mulheres na ciência em Angola; e mais incentivo para estudar também

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Divulgação

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Secretário angolano de ciência, tecnologia e inovação, Domingos da Silva Neto: 55% das bolsas de doutoramento para mulheres

 

Da Redação - 34% das mulheres de Angola estudam ou atuam na área de ciências. Em 2011, o percentual feminino era de 17%, segundo informou o secretário angolano de ciência, tecnologia e inovação, Domingos da Silva Neto, durante as comemorações do ‘Dia Internacional das Mulheres e Meninas da Ciência’ (11/02), instituído pela Organização das Nações Unidas.


Dentre as seis áreas de conhecimento da UNESCO, a que detém o maior percentual de mulheres, em relação ao total geral, é a de ciências exatas e da natureza, com 10,7%, contra 15,4% de homens.


A seguir, vem a área de ciências sociais com 9% das mulheres, contra 25,3% de homens. As outras áreas de conhecimento, em geral, apresentam uma tendência de terem mais mulheres do que homens, sendo que a área de ciências médicas e da saúde tem 7,5% das mulheres e 7,4% dos homens. Já a área de ciências agrárias possui um total de 7,5% das mulheres contra 3,4% dos homens. A de engenharias e tecnologias, 5,6% das mulheres contra 1, 4% dos homens. A de humanidades possui apenas 1,8% dos homens.


“De uma forma geral, o total de mulheres na ciência em Angola em 2013/2014 constituía cerca de 34%, contra 66% de homens, o que representa um aumento significativo de mulheres na ciência”, disse Domingos, para quem a maior participação feminina se deve às políticas de promoção da cultura científica no país.


Uma das iniciativas do governo, por exemplo, é o projecto de desenvolvimento de ciências e tecnologia financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento, que prevê atribuir 55% das bolsas de doutoramento para as mulheres angolanas.