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Novo ataque com sete mortes no norte de Moçambique

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Foto: Wikipedia

Msumbiji Cabo Delgado


Da Redação - Um novo ataque trouxe morte e medo à província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique. Sete foram assassinados e cinco pessoas (três mulheres e rapaz jovem) foram sequestradas pelo bando que os atacou durante a madrugada, em um acampamento no meio da floresta. Na tentativa de se proteger, as vítimas teriam deixados suas casas e se refugiado na mata.


Desde outubro de 2017, cerca de 150 pessoas morreram em episódios sangrentos, entre moradores da vilas, agressores e homens das forças de segurança. A onda de violência em Cabo Delgado eclodiu após um ataque armado a postos de polícia de Mocímboa da Praia por um grupo com origem numa mesquita local, que pregava a insurgência contra o Estado e cujos hábitos motivavam atritos com os residentes há pelo menos dois anos.


Essa área, a dois mil quilómetros ao norte de Maputo, junto à Tanzânia, é zona de implantação de fábricas e outras infraestruturas de empresas petrolíferas que se preparam para explorar gás natural.


Em Mocímboa da Praia, têm ocorrido vários ataques com suspeita estarem relacionados com o mesmo tipo de grupo.


Em Maputo, a polícia moçambicana apresentou à imprensa, na sexta (09/02), dois homens e uma mulher que foram presos pela suspeita de integrarem os grupos que vêm atacando as vilas de Cabo Delgado. Os três são cidadãos de Uganda e estão sendo interrogados.


O porta-voz da polícia, Zacarias Nacuti, disse que eles foram presos no distrito de Mocimboa da Praia. “As informações obtidas nos interrogatórios nos permitirão chegar aos acampamentos usados pelos criminosos como base”, explicou. O líder dos três prisionaios chama-se Abdul Rahman Faisal.


Faisal disse aos jornalistas que é engenheiro eletrotécnico e líder do grupo terrorista Al Shabaab, de Uganda, mas negou que estivesse em Moçambique para fazer parte de algum ataque terrorista.