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Seis brasileiros são julgados por delivery de drogas em Londres

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Foto: Pixabay

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Da Redação - Seis brasileiros estão presos e sendo julgados por integrarem uma quadrilha que vendia drogas em sistema delivery, em Londres. Segundo o procurador Peter Finnigan, o grupo mantinha ciclistas em estado de alerta, com metas de fazer 30 entregas por dia. Para facilitar a distribuição, eles alugavam apartamentos do Airbnb. Os clientes podiam escolher em um cardápio de drogas, entre cocaína, Ecstasy e speed.


A polícia passou a vigiá-los depois que um celular de um dos entregadores foi apreendido em uma parada de tráfego rotineira.


Finnigan disse que os policiais do Met invadiram centros de armazenamento em King's Cross, Hoxton, Battersea e na Old Kent Road em julho do ano passado e apreenderam cerca de três milhões de libras em drogas.


A polícia encontrou, nesses endereços, celulares usados para a comercialização da droga (eles usavam grupos de mensagens no WhatsApp para receber encomendas) e evidências de 2,5 milhões de libras esterlinas de lucros.


Finnigan disse que um manual de dez páginas foi apreendido, com um código de conduta e ofertas de incentivos pagos por desempenho. O manual dizia que era “crucial que cada entrega demorasse apenas 10 minutos”, dizendo aos motoristas que fossem educados e “conduzissem-se com uma postura adequada”. Ele acrescentou: "Espere na porta sem gritar ou falar alto, sem chamar a atenção para si mesmo de qualquer maneira ou para nossos clientes, que precisam de privacidade e nos contatam com altos níveis de discrição".


Souellen Miguez, 34 anos, de Crystal Palace, é acusada de alugar os apartamentos pelo site do Airbnb, além de esconder drogas e organizar o estoque do material ilegal. Carlos Libardi da Silva, 33, de Bristol, e Bernardo Salles, 25, eram os líderes do negócio. André Alves, 22, de Streatham; Isabella Braga Da Silva, 20, de Leyton; e Shawi Attie, 30, de Silvertown, também estão envolvidos.


O julgamento continua.