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África unida por uma nova política de saúde e meio ambiente

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Em Angola, Papua Nova Guiné e Guiné Equatorial, menos de metade da população tem acesso à água potável. (Foto: Unicef)


(LONDRES) Da Redação - Em África, 23% das mortes estão ligadas ao meio ambiente. Este é o índice mais alto per capita do mundo. Em nenhum outro continente do planeta, o homem está tão sujeito à mortalidade vitimado por problemas causados, por exemplo, pela ausência de água potável, saneamento inadequado, infraestrutura deficiente, poluição e novas ameaças ambientais, incluindo mudança climática e urbanização rápida e não planejada.


De acordo com um documento da Unicef, em Angola, Papua Nova Guiné e Guiné Equatorial, menos de metade da população tem acesso a fontes de água potável.


A urgência da situação levou ministros africanos da saúde, ambiente e finanças a se reunirem esta semana na Terceira Conferência Interministerial sobre Saúde e Ambiente, em Libreville, Gabão.


“Do ar que se respira para a água que se bebe, para os lugares onde se vive e trabalha, o meio ambiente está intimamente ligado à nossa saúde”, disse a diretora regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti. “Infelizmente, para milhões de africanos, o meio ambiente pode deixá-los doentes e até matá-los.”


A conferência é organizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e a ONU Meio Ambiente. O objetivo é que desse encontro se identifique as ameaças ambientais para a saúde dos africanos. A partir disso, espera-se um plano de ação estratégico, urgente e que obtenha a colaboração de todos os países.


A iniciativa antecipa a Conferência de Biodiversidade da ONU, que acontece no Egito ainda em novembro e irá discutir como integrar a biodiversidade no setor de saúde e outros.