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Pacientes com HIV estão sem remédios há 4 meses em Guiné-Bissau

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Foto: Reprodução


(LONDRES) Da Redação - Pacientes infectados pelo vírus HIV vivem um drama em Guiné-Bissau. Segundo a presidente da rede nacional das associações de pessoas com HIV (Renap) no país, Maria Machado, há cerca de quatro meses há uma ruptura no fornecimento de antirretrovirais aos doentes, remédio essencial para mantê-los vivos.


Maria acusa diretamente o primeiro-ministro Aristides Gomes pela falta de agilidade na solução do problema. Há falta do medicamento em todo o país e, segundo a presidente da Renap, o governo não responde aos pedidos de audiência urgente para tratar a situação.


A frente de uma rede com 15 associações ligadas a pacientes de HIV e familiares, Maria Machado disse à agência Lusa que remeteu uma carta ao primeiro-ministro há mais de um mês, sem obter resposta até o fechamento desta edição.


A situação é ainda maios triste porque o governo do Brasil ofereceu antirretrovirais ao país, desde que o governo de Guiné-Bissau pague pelo transporte do medicamento. E é neste ponto que a oferta ficou em aberta. Uma parte dos remédios estará a caminho do país, tendo o transporte sido custeado pela associação dos cônsules honorários da Guiné-Bissau.


No encontro que pretende ter com o primeiro-ministro, Maria Machado quer cobrar mais compromisso do governo. "No dia em que o Fundo Mundial parar de nos ajudar, talvez todas as pessoas afetadas por esta doença vão morrer", disse a presidente da Renap.