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Congresso em Coimbra lança rede de combate à “fake news”

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Display de jornais em supermercado ao sul de Londres: jornalistas e pesquisadores se unem contra a distribuição de notícias falsas em língua portuguesa. Foto: Maria Coelho


(LONDRES) Da Redação - O combate a “fake news” em países de língua portuguesa será uma das atribuições da Rede Lusófona pela Qualidade de Informação, criada durante um congresso internacional que ocorre na Universidade de Coimbra, Portugal. 


Com o tema "Ética e Deontologia do Jornalismo no Espaço Lusófono", o encontro de pesquisadores da comunicação social pretende ser um marco no estabelecimento de estratégias para banir das redes as informações falsas.


A Rede Lusófona pela Qualidade de Informação contará com ao menos um representante de uma universidade ou centro de investigação de cada um dos países de língua portuguesa (com exceção de Timor-Leste, que terá um representante do Conselho de Imprensa daquele país); além de membros da Rede Nacional de Observatórios de Imprensa do Brasil, de Portugal, e do Clube dos Jornalistas, Sindicato dos Jornalistas, Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e investigadores da maioria das instituições de ensino superior com cursos de comunicação social. A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e o presidente da Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau também farão parte do grupo.


Toda a informação levantada pela rede estará disponível em uma plataforma online, que funcionará como um observatório aberto à população de todos os países lusófonos. "Uma das ideias é partilhar conhecimento. Gostávamos de saber se o que fazemos em Portugal é útil para o Brasil ou o que o Brasil faz e que pode ser útil para outros países", explica Carlos Camponez, um dos organizadores do congresso. "As pessoas tratam tudo como informação, como jornalismo, e não é."


A questão é delicada, já que o controle das chamadas “fake news” resvala nos controles da informação e censura. Para Camponez, a forma mais eficaz de combate às mentiras difundidas com facilidades pela internet é a criação de uma opinião pública crítica. A formação do leitor capaz de discernir o que é informação confiável ou não parece ser o caminho mais seguro, embora talvez seja um processo demorado.