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Portuguesa é considerada culpada por pertencer a grupo nazista em UK

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Claudia Patatas, 38 anos, o companheiro Adam Thomas, de 22, e o filho deles nascido ano passado: o pequeno recebeu Adolf como segundo nome


(LONDRES) Da Redação - A portuguesa Claudia Patatas, 38 anos, e o companheiro Adam Thomas, 22 anos, foram considerados culpados por pertencer clandestinamente a uma organização terrorista que defende a supremacia branca. O grupo conhecido como Ação Nacional foi extinto em 2016, mas o tribunal britânico considerou que o casal continuava a agir de acordo com os preceitos nazistas. O casal nominou como Adolf o filho, nascido em novembro do ano passado. O fato deles terem escolhido esse como o segundo nome da criança foi usado como agravante. Segundo a procuradoria, esta seria a prova de que admiram Hitler.


Faz parte também do grupo que sentou na cadeira dos réus em do tribunal criminal de Birmingham o britânico Daniel Bogunovic, de 27 anos. Todos fariam parte da organização neonazi Ação Nacional, ou National Action.

De acordo com a lei antiterrorismo britânica de 2000, participantes ou apoiantes de organização terrorista proibida por lei, como é o caso da National Action, podem incorrer a penas de até dez anos de prisão. A sentença será determinada pelo juiz no dia 14 de dezembro.


Os três foram acusados no início de janeiro, após serem presos após uma operação policial que prendou outros três britânicos - Nathan Pryke, de 27 anos, Darren Fletcher, 28, e Joel Wilmore, 24. Estes admitiram-se culpados antes do julgamento.


Para a acusação, formada por promotores do ministério público britânico, os descreveu como uma “pequena célula de fanáticos”. Entre as provas, está o álbum de fotos do pequeno Adolf sendo segurado pela mãe, ao lado do pai que segurava uma bandeira com a suástica, símbolo do partido nazista alemão. Em outra foto, Thomas segura o bebê vestido como os membros do Ku Klux Klan, grupo de ideologia supremacista dos Estados Unidos.