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Crime com faca já é maior epidemia de violência da década

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No dia 2/11, um rapaz de 17 anos recebeu golpes de faca no lado de fora da estação de metrô Clapham South e morreu no hospital


(lONDRES) Da redação - Registros de ataques com faca continuam crescentes em Londres, e essa já é considerada a epidemia de crime da década. Dados da Polícia Metropolitana mostram uma alta de 16% nesse tipo de violência, em relação ao ano passado. O número total de ataques com instrumento laminado até março de 2018 foi para 40.147.


Entre o final de outubro e o começo de novembro, cinco crimes foram registrados em menos de uma semana de intervalo. Apenas nos primeiros cinco dias deste mês, foram três incidentes fatais. No primeiro dia do mês, um garoto de 15 anos foi esfaqueado até a morte em Bellingham, sudeste de Londres. No dia seguinte (2/11), um rapaz de 17 anos recebeu golpes de faca no lado de fora da estação de metrô Clapham South e morreu no hospital. Três dias depois (5/11), John Ogunjobi, de 16 anos, conhecido artisticamente como rapper JaySay, foi atacado pouco antes da meia-noite em Tulse Hill e morreu antes de ser socorrido.


Em resposta às cobranças da sociedade, o secretário do Home Office Sajid Javid prometeu mais de 17 milhões de libras em financiamento nos próximos dois anos para projetos que desviem os jovens do crime e das gangues. 29 iniciativas de organizações independentes e autoridades locais, das quais dez baseadas em Londres, receberão dinheiro público.


Sajid Javid também exigiu que a Polícia Metropolitana assuma a responsabilidade em acabar com a violência. De acordo com a polícia, as mortes em Londres são sintomáticas de uma epidemia de violência que o Reino Unido atravessa, causada principalmente pela entrada sem controle de cocaína no país.


O problema se agrava porque a polícia inglesa diz estar despreparada para atuar contra as novas tecnologias usadas pelo crime. Cressida Dick, comissária da Polícia Metropolitana de Londres, disse que o governo pediu repetidas vezes ao serviço policial que se transformasse e usasse novas tecnologias, mas não conseguiu fornecer a liderança nacional necessária para fazê-lo.


Um dos problemas estaria no banco de dados, que estaria desatualizado. O sistema de reconhecimento facial, que compara imagens ao vivo e fotos com as de suspeitos procurados, estaria obsoleto, segundo Cressida. O sistema regulatório também precise ser revisto, já que a comissária o considera complexo e burocrático.