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Brasileiros se reuniram de frente ao Parlamento britânico para protestar

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Fotos Cristiane Lebelem

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Laura Somoggi e Juliana Bell posam ao lado da imagem do símbolo sufragista britânico na praça do Parlamento, em Westminster. 




(LONDRES) Por Cristiane Lebelem - Pelas redes sociais a mobilização no Reino Unido deu conta de reunir no centro de Londres pelo menos duas mil pessoas, de acordo com as organizadoras, para protestar contra o candidato Jair Bolsonaro ( PSL-RJ).

O reforço às manifestações ocorridas em todo Brasil chegou à Europa na tarde deste sábado (29) com milhares de brasileiros vestindo roxo, e entoando o coro do “ele não, ele nunca” também do outro lado do Atlântico.


Genebra, Paris, Lisboa, Madrid, Bruxelas e Londres foram palco para milhares de brasileiros que vivem no exterior se manifestar politicamente contra o candidato à presidência.


Em Lisboa, lugar de onde agora vive a cantora Madonna, que recentemente entrou no grupo de apoio das mulheres brasileiras, o ato foi bem pacífico também. Muito embora alguns grupos de simpatizantes ao candidato passaram pela praça Luís de Camões, no centro de Lisboa para provocar público manifestante. Para o brasileiro Felipe Gheno, que mora na capital portuguesa, o movimento foi uma forma de expressão de quem vive fora do Brasil contra qualquer retrocesso aos direitos das minorias.


As mesmas redes sociais que convocaram, foram o canal oficial de transmissão mundo a fora para os brasileiros que vivem fora do país para expressaram sua posição política com as hastags EleNão e EleNunca.


Lisboa

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Foto Felipe Gheno


A brasileira Juliana Bell, que vive em Londres há 21 se surpreendeu com o protesto, “em todos estes anos, nunca vi tanta gente reunida por uma causa aqui em Londres”, comenta. 


Ao lado da amiga Laura Somoggi (foto), elas posaram junto à estátua na praça do Parlamento da sufragista Millicent Fawcett, que é o símbolo da conquista do direto ao voto das mulheres britânicas há 100 anos. Não tinha como não me manifestar, defendeu Laura. “O momento é crucial para o Brasil, e de longe a gente fica preocupada com o futuro do país, com o risco para a democracia, no caso de uma vitória de Bolsonaro”, explica.




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A poucos metros do Parlamento, o microfone da manifestação ficou aberto à discursos de quem quisesse falar algo sobre a situação política das próximas eleições no Brasil. E o curioso foi que o clima suprapartidário tomou conta do espaço, e as mulheres preferiram reunir as causas que defendem a empunhar bandeiras de partidos polítos. Lado a lado, eleitores de Marina Silva, Ciro Gomes, Fernando Haddad e dos outros candidatos, participaram pacificamente reforçando a posição de rejeição ao candidado do PSL.




Beth Lessa, viúva do escritor e jornalista Ivan Lessa, e Graça Fish, uma das lideranças da comunidade brasileira em Londres participaram do protesto

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Marielle seria Caso encerrado com Bolsonaro eleito


Na capital inglesa também participou do protesto a carioca Monica Benício, viúva da vereadora do PT Marielle Franco, assassinada no Rio em 14 de março deste ano, juntamente com o motorista Anderson Pedro Gomes, dentro do carro quando deixavam um evento no centro do Rio. Foram 13 tiros que mataram os dois, e até hoje a autoria não foi confirmada. Há suspeita de que trata-se de crime encomendado pela posição política da vereadora em defesa da comunidade LGBT, e da minorias.

“ No Brasil ninguém me fala nada, não há resposta da justiça, não tenho nada. O único apoio que tenho é da Anistia Internacional, e dos milhares de brasileiros inconformados com a injustiça”, desabafa Monica. A carioca segue de Londres para Atenas na Grécia para buscar apoio internacional para sustentar a investigação do assassinado da vereadora junto às autoridades brasileiras.

Fazendo ponte com dezenas de organizações, Monica pretende voltar ao Brasil, passando por Brasília, para cobrar respostas. “Hoje existe um silêncio absoluto, não ouça nada de nenhuma parte, e é isso que me preocupa, caso o Bolsonaro vença”, confessa. Ao lado da comunidade brasileira em Londres, Monica conta que tem esperança. “Quando vejo essa quantidade de gente reunida num ato como este, me sinto esperançosa”, completa.


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Buscando justiça pela vereador carioca Marielle Franco, Monica Benicio, reforçou a manifestação na capital britânica.