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​Cabo Verde leva o Prémio Camões, entregue na Biblioteca Nacional do Rio

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(LONDRES) Da Redação - O evento de entrega do Prémio Camões, realizado na terça-feira (4), agraciou o escritor de Cabo-Verde Germano de Almeida. Com a presença dos ministros da Cultura de Portugal, Brasil e Cabo-Verde o Rio de Janeiro celebrou mais uma edição de um dos mais importantes prémios da literatura de língua portuguesa no mundo.


O ministro da Cultura português, Luís Filipe Castro Mendes, descatou em entrevista à imprensa a importância de Cabo-Verde no cenário literário da nossa língua.



Germano Almeia

O escritor cabo-verdiano Germano de Almeida (Leandro Müller/Divulgação)


"É uma grande alegria que este prémio tenha sido concedido a um escritor cabo-verdiano, por Cabo-Verde ser um país muito importante no mundo dos países de língua portuguesa mas, sobretudo, porque ele é um grande escritor. Tem uma grande ironia, uma grande capacidade de distância e que se aproxima até um pouco do espírito brasileiro, nessa vontade de não se levar demasiado a sério e nesse humor que ele mantém", disse Castro Mendes.


Abraão Vicente, responsável pela pasta da Cultura em Cabo-Verde destacou a felicidade que o feito: "apesar de sermos um país tão pequeno, conseguimos causar impacto através das nossa história e o Germano, de certa forma, homenageia a nossa humildade e simplicidade, mas de uma forma muito humana".


Além do prestígio intelectual, o receber o Prémio Camões significa embolsar 100 mil euros.Germano de Almeida não escondeu a sua satisfação ao receber o reconhecimento financeiro pelo seu trabalho como escritor."Também tenho de dizer o seguinte, a componente financeira do prémio é muito interessante. Eu sou um advogado pobre", disse entre risos.


O escritor foi escolhido, por unanimidade, na reunião do júri do Prémio Camões, em Lisboa, realizada em maio.