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​Acesso à informação de saúde ainda é mais distante dos falantes de português, diz OMS

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(LONDRES) Da Redação - Os levantamentos da área da saúde da Organização das Nações Unidas dão conta de que a falta de informação e atualização na própria língua dificulta a prevenção e a cura de doenças. Para a diretora-geral assistente da OMS, Mariângela Simão, por não estarem inseridos em grupos anglófonos ou francófonos, que falam inglês e francês, os países de língua portuguesa deixam de receber, na sua língua materna, atualizações e informações, por exemplo, sobre regulação de medicamentos, combate a remédios falsos ou outras ações na área da saúde, comentou em entrevista à ONU News, o portal de notícias em português da ONU.


Normalmente, as publicações e os ensinamentos se dão em língua inglesa ou francesa, tanto por parte da OMS como por parte de outras agências que trabalham em saúde, muitas vezes as comunidades de profissionais de saúde de língua portuguesa ficam muito isoladas, é o que também explicou na entrevista.



Remedios

(Reprodução)


Mariângela Simão defendeu ser essencial que a ligação da língua possa ser explorada nesses grupos regionais, e que cada vez mais pessoas possam ter acesso à informação na sua própria língua para que possam compreender por completo os passos necessários em cada ação.


Mariângela Simão sugeriu que poderia ser criado, por exemplo, um sistema que permitisse o reconhecimento de um medicamento num país quando é legalizado noutro. As autoridades da OMS têm trabalhado fortemente em projetos que disseminem em outras línguas, mas ainda os falantes de português ficam à margem quando se trata de comunicação para prevenir e salvar vidas.