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​TAP quer cortar passagens gratuitas para membros do governo

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(LONDRES) Da Redação - A TAP prometeu acabar com um benefício concedido a integrantes do governo de Portugal: as viagens gratuitas em aviões da companhia. O privilégio vem da época em que a empresa era totalmente estatal.


As negociações com o Ministério das Infraestruturas estão em andamento e o primeiro passo é proibir a transferência da classe econômica para executiva dos membros do governo. A ideia é que sejam mantidos apenas preços especiais ou algum pacote de descontos. Não foi anunciado quando as mudanças passariam a valer, apenas que isso ocorreria brevemente.



TAP

Companhia deve oferecer descontos a funcionários estatais (Divulgação)


A TAP não divulga o custo da mordomia para os cofres da empresa. No entanto, estima-se que seja um valor considerável. De acordo com a empresa, as mudanças são necessárias para adequar a TAP à realidade das práticas de mercado, uma vez que agora a companhia é privada.


Atualmente, metade dela é controlada pelo estado, enquanto 45% pertence ao português Humberto Pedrosa e ao brasileiro David Neeleman, que fazem parte do consórcio Atlantic Gateway. Os 5% restante está nas mãos de trabalhadores da empresa. A TAP foi privatizada há três anos. Em 2017, a companhia obteve um lucro de mais de 100 milhões de euros.


A gratuidade dos bilhetes é uma prática recorrente, assim como os deslocamentos da classe econômica para executiva concedida para funcionários do governo e também diplomatas. O tema ganhou relevância em 2011, quando o então primeiro-ministro Pedro Passos Coelho pediu a mudança de seu bilhete e de sua equipe da classe executiva para econômica num voo para Bruxelas, cumprindo a promessa de que só viajaria na classe econômica.