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​Receitas médicas em papel estão com os dias contados em Londres

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(LONDRES) Da Redação - As receitas médicas em papel devem em breve virar coisa do passado em Londres, conforme os médicos da capital aderem ao serviço eletrônico do NHS.


Todos os 1.311 GPs que existem na capital podem agora enviar as prescrições de medicamentos controlados diretamente às farmácias usando o Serviço de Prescrição Eletrônica (EPS, na sigla em inglês).


Isso evita que os médicos tenham que assinar receitas manualmente e, mais importante, significa que os pacientes não precisam visitar seu GP para conseguir uma prescrição. O novo sistema também evita um velho problema dos farmacêuticos: entender a caligrafia do médico.


Atualmente, cerca de dois terços das receitas em Londres já são enviadas eletronicamente, economizando tempo de médicos, pacientes e farmacêuticos.



Prescrição

Reprodução/Pixabay


O sistema permite aos GPs enviar as prescrições eletronicamente a uma farmácia escolhida pelo paciente. O medicamento geralmente pode ser coletado em questão de minutos a partir de recebida a solicitação.


O EPS também pode ser utilizado para prescrições repetidas, permitindo que o medicamento seja receitado por até um ano usando uma assinatura eletrônica.


Além disso, os pacientes que necessitam de medicamentos adicionais podem obter estes através de uma simples chamada telefônica ao médico, ao invés de uma consulta cara a cara.


Estão também em curso trabalhos para introduzir prescrições eletrônicas na linha telefônica não emergencial do NHS (111).


Avanços futuros em tecnologia podem permitir que os GPs aprovem prescrições através do smartphone. No momento, isso pode ser feito remotamente, mas um computador é necessário por motivos de segurança.


As receitas eletrônicas foram introduzidas pela primeira vez há cerca de dez anos. O sistema, que também previne a perda de prescrições e fraudes, levou o NHS a economizar cerca de £ 130 milhões nos últimos três anos.