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Londres

Polícia suspeita de terrorismo em atropelamento no Parlamento

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(DE LONDRES) DA REDAÇÃO - A Scotland Yard trata como possível ato terrorista o episódio ocorrido na manhã desta terça-feira (14), quando um motorista avançou sobre pedestres e ciclistas antes de bater contra uma das barreiras de segurança instaladas próximas ao Parlamento, na região central de Londres.  


"Dado que o episódio parece um ato deliberado, o método utilizado, e o local sendo um ponto simbólico, estamos tratando como um incidente terrorista", disse o comandante da unidade anti-terrorismo da Polícia Metropolitana de Londres, Neil Basu, responsável pelas investigações.



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Motorista é detido após atropelar pessoas próximo ao Parlamento (Reprodução/Sky News)


O motorista foi detido no local do acidente e está sob custódia em uma delegacia do sul de Londres. Não foi encontrada nenhuma arma dentro do veículo, que passa no momento por uma perícia.


"Nossa prioridade é identificar formalmente o suspeito e determinar suas motivações. Ele não está cooperando no momento", informou Basu. 


Segundo a polícia, um grupo de ao menos 10 ciclistas foi atingido pelo veículo enquanto aguardava no semáforo. O Serviço de Ambulância de Londres afirma que dois deles sofreram ferimentos mais sérios e foram levados a hospitais da região, mas não correm risco de morte. Ainda não há um número oficial de vítimas.



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Ciclistas são atendidos após atropelamento próximo do Parlamento (Reprodução/BBC)


Várias testemunhas afirmam que o carro estava em alta velocidade e pareceu atingir deliberadamente os pedestres.


Com o episódio, a estação de metrô de Westminster foi fechada e as ruas ao redor de Millbank, Parliament Square e Victoria Tower Gardens isoladas. O Parlamento está em seu recesso de verão.


Em declaração à imprensa, a primeira-ministra, Theresa May, agradeceu os serviços de emergência pela "resposta imediata e corajosa" e afirmou que seus pensamentos estão com os feridos no incidente.


O prefeito de Londres, Sadiq Khan, também agradeceu os socorristas, "que chegaram ao local do incidente tão rapidamente", e disse estar em contato próximo com a polícia.


As Casas do Parlamento estão cercadas por barreiras de segurança de aço e concreto desde o ataque na ponte de Westminster, em março de 2017, quando um homem atropelou uma multidão, matando quatro pessoas. O terrorista abandonou o carro e, em seguida, esfaqueou e matou um policial antes de ser baleado e morto por outros agentes armados em um pátio fora do Parlamento.