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​Vida de mãe na Inglaterra: como mudar de país com a família

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POR THAIS BRAGA (MAEZONANOBLOG) - Ser mãe morando fora do seu país tem pontos positivos e negativos. Neste artigo vamos explorar um pouco este tema, usando minha perspectiva e a opinião de outras mães do grupo no Facebook “Mães pelo Mundo”, que também moram fora, para contribuir com a decisão de quem está pensando em tentar a vida expatriada. Como o assunto é bastante amplo vamos dividir em duas sequências de publicação. A primeira parte começa aqui. Vamos lá?



Moving abroad


PONTOS NEGATIVOS


Saudades da família


A saudade é como uma montanha russa, são altos e baixos. Alguns dias vc tá ótima, feliz da vida com a decisão que tomou, noutros vc fica pensando como vai juntar dinheiro para viajar pro Brasil no mês seguinte. Essa saudade tende a ser mais persistente se você tem muito contato com a família, porque é um mistura de saudade das pessoas e da ajuda que elas proporcionam. O que nos leva ao próximo tópico…


Falta de uma rede de apoio de confiança


Quando vc chega em um país novo, normalmente, não se tem uma rede de apoio em que possa confiar de olhos fechados como no Brasil. Os tios, avós, primos, amigos de infância, padrinhos ficaram para trás, junto com aquele vale-night tão apreciado.


Brincadeiras à parte, muitas vezes você só precisa de alguém para contar nos dias que está doente ou que precisa sair para um compromisso. Temos a opção de babás, claro, mas é um recurso que pesa no orçamento e também nem sempre nos sentimos a vontade com a presença de uma pessoa que não conhecemos bem em nossas casas.


Datas comemorativas perdem 50% da empolgação


Passar o Natal, páscoa, Dia das mães entre outras datas sentimentais longe da família é melancólico. Eu sinto que perde bastante da empolgação para comemorar. Enquanto sua família se reune em outro canto do mundo, vc se esforça para fazer uma data especial para os filhos, para criar momentos que ficarão na memória pra sempre, mas é bem difícil disputar com as festas em família que normalmente contam com avós, tios, primos e presentes em triplo... 😊


Não crescer junto com os primos e filhos de amigos próximos


Dá uma dor no coração quando vc vê os primos que ficaram no Brasil se encontrando com frequência e criando um laço familiar e de intimidade que seus filhos não terão com eles. Mesmo que se falem bastante por ligação em vídeo, não é a mesma coisa, na verdade, não dá nem pra comparar. Criança gosta de brincar junta, de contato físico, de implicar, assim se cria o vínculo.


Aqui, quando nos falamos por vídeo, não dura nem 5 minutos o contato entre eles. Preferem pegar o celular para apertar os botões e ver desenhos.


Eu penso muito na falta que isso pode fazer no futuro, quando nós, pais, não estivermos mais aqui, um apoio vindo de primos e amigos de infância pode ser um buraco!


Aí vc pensa: “ah, mas terão outros amigos, irmãos”, sim, irmãos são a família que eles terão por perto, isso pode ser de grande ajuda, também podem ter outros amigos, mas as vezes eu sinto que é bem difícil criar afinidade por aqui. Primeiro pq as culturas são bem diferentes, segundo pq os brasileiros que encontramos, quando damos a sorte do santo bater (kkk), muitas vezes voltam para o Brasil ou se mudam para outro lugar.


Crescer sem a presença dos Avós


Já saiu até pesquisa dizendo que crescer com os avós presentes faz a maior diferença na vida dos pequenos. Não precisamos nem de dados para perceber isso, né? Quanto mais amor, melhor.