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​Construção civil tem milhares de vagas ociosas em Portugal

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(DE LONDRES) DA REDAÇÃO - Uma década após o início da crise que assolou a construção civil portuguesa, com a retomada da economia e o aumento dos investimentos o país enfrenta agora uma grave falta de mão de obra no setor.


O Sindicato da Construção fala em mais de 60 mil postos de trabalho disponíveis para profissionais como pedreiros, carpinteiros, pintores e mestres de obra. A Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas afirma que esse número pode passar de 70 mil. Até mesmo a oferta de trabalhadores que não têm qualquer qualificação é reduzida.


(Reprodução)

Construção civil


Diante da escassez, os sindicatos afirmam que há “milhares de aposentados trabalhando clandestinamente” no setor.


As empresas, por sua vez, consideram que a solução pode estar na criação de um regime excepcional de mobilidade que permita às construtoras trazer para Portugal operários de outros países.


De acordo com o jornal “Diário de Notícias”, durante dez anos de crise, 37 mil empresas fecharam e mais de 260 mil trabalhadores abandonaram a construção civil em Portugal. Grande parte desses profissionais emigraram para outros países da União Europeia.


No primeiro trimestre deste ano, o investimento em construção civil em Portugal aumentou 2,3% em relação ao mesmo período de 2017, ao que se somou um crescimento de 20% no licenciamento de habitação e um aumento de 1,9% no consumo de cimento entre janeiro e abril.