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Nova geração de jogadores domina Copa do Mundo da Rússia

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(MOSCOU) POR ANDRÉ CASADO - O show da nova geração foi um dos principais destaques da Copa da Rússia. Do goleiro Pickford aos atacantes Mbappé e Kane, ingleses e franceses, além dos também bem-sucedidos belgas, apostaram em promessas e fizeram bonito na 21ª edição do torneio. Prova de que definitivamente passou o tempo em que experiência costumava ser requisito essencial para superar a pressão de brilhar em um Mundial.


O atacante francês Kylian Mbappé (Reprodução)

Mbappe


Pelé despontou ao assombrar os fãs de futebol em 1958, na Suécia, aos 17 anos. De lá para cá, raras seleções deram muito espaço à garotada em seus times. O próprio Brasil tricampeão em 1970 tinha craques beirando ou acima dos 30. Maradona e Ronaldo, pouco rodados, conquistaram seus primeiros títulos assistindo do banco de reservas. Mas a maturidade tática e o vigor físico fizeram vários europeus reduzirem seus números.


Tanto que França e Inglaterra dividem a segunda posição entre os elencos mais jovens --com média de 25,2 anos. A primeira é a Nigéria, desclassificada na primeira fase. O atacante Mbappé, de 19, foi o grande destaque dos azuis. Já Harry Kane, 24 anos, foi o artilheiro pelos ingleses. A Bélgica, outra sensação da Copa, é a 12ª na lista entre as 32, com 27,1, mas sua badalada geração enfim brilhou, ao eliminar o Brasil.


O atacante inglês Harry Kane (Reprodução)

Kane


A Alemanha de 2014 já havia mostrado a força da juventude, quando levou 17 jogadores estreantes em Mundiais para ser campeã no Maracanã. Desta vez, o grupo liderado por Neuer e Muller não rendeu e caiu na fase de grupos.


Outro tema interessante foi a quantidade de africanos de nascimento presentes à semifinal entre França e Bélgica --oito países diferentes estiveram representados por imigrantes. Nenhuma seleção do continente passou da primeira fase, algo que não acontecia desde 1986, mas mesmo assim o talento local não deixou de estar nos holofotes.