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Companhias aéreas aumentam taxa de bagagem, e OAB vai à Justiça

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Foto bagagens


(RIO DE JANEIRO) DENIS KUCK - A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vai à Justiça contra a subida nos preços da taxa de despacho de bagagens anunciada pelas companhias aéreas. A entidade pedirá que o aumento seja suspenso até que a ação que discute a legalidade da cobrança seja julgada.


Na semana passada, a Azul informou que iria aumentar o valor da franquia de bagagens despachadas em voos domésticos. É o terceiro acréscimo em um ano. O valor da compra antecipada do primeiro volume despachado de até 23 kg passou de R$ 30, em maio do ano passado, para R$ 60. A cobrança no aeroporto subiu de R$ 60 para R$ 80.


A Gol também anunciou um aumento na semana passada. A mudança vale para as tarifas Light e Promo, com preços distintos para quem comprar antecipadamente pela internet ou no balcão de embarque. A primeira mala despachada passa de R$ 30 para R$ 50 nos canais digitais e R$ 100 no balcão. Em fevereiro de 2018, a Latam também anunciou um aumento: os preços saltaram de R$ 30 para R$ 40.


“Desde que a taxa foi colocada em prática, o consumidor tem sido lesado”, afirma o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia.


A autorização para a cobrança por malas despachadas foi dada no ano passado pela Anac. O argumento era de que as passagens ficariam mais baratas, pois em voos nacionais muitos optam por carregar bagagens menores dentro do avião. De acordo com vários estudos, no entanto, desde então as tarifas permaneceram estáveis ou até mesmo aumentaram.