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​Mobilidade dos lusófonos será tema principal de cimeira dos países de língua portuguesa

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Mobilidade lusofonos

Reprodução internet


(LONDRES) Por Stefania Tolomeotti -  A XII cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), agendada para os dias 17 e 18 de julho, na ilha do Sal, em Cabo Verde, será realizada este ano sob o lema “Cultura, Pessoas, Oceanos”, e tera como tema principal a circulação e a mobilidade de pessoas dentro da CPLP. A ideia sera trabalhar numa proposta adaptada a cada país, com a livre circulação de bens e agentes culturais. Vários acordos nesse sentido ja foram aprovados e estão em implementação, entre eles a proteção consular, a isenção de vistos nos passaportes de serviços e para determinadas categorias de profissionais, como jornalistas, cientistas, investigadores e facilitadores de cultura, e atendimentos especiais nas fronteiras.



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Ilha do Sal, Cabo Verde                                               Foto Divulgação


Segundo o chefe de Estado cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, o encontro busca avançar nas discussões, levando em conta a realidade e o objetivo de cada pais nestas decisões. “Estamos a trabalhar numa proposta gradualista, com várias fases, o que pode permitir a cada país aceitar ou aderir a uma parte de um programa de mobilidade. Pode um país aderir a tudo (livre circulação, livre residência, reconhecimento das certificações profissionais) e outros países aderirem a fases menos avançadas”, ressaltou.


Alem do anfitrião de Cabo Verde na cimeira do Sal, que também marca o início da presidência cabo-verdiana da comunidade de língua portuguesa pelos próximos dois anos, ja confirmaram presença no encontro sete chefes de estado, entre eles o presidente do Brasil Michel Temer; Marcelo Rebelo de Sousa, de Portugal; João Lourenço, da Angola; José Mário Vaz, de Guinea Bissau; Teodoro Obiang, de Guine Equatorial; Filipe Nyusi, de Moçambique; e Evaristo Carvalho, de São Tomé e Prince.

A cimeira também contara com a presença de organizações internacionais e estados Observadores Associados da CPLP, que hoje somam onze no total, entre eles Japão, Senegal, Namíbia, Turquia, República Tcheca, Uruguai, Geórgia, Eslováquia, Maurício, Hungria e, mais recentemente, Coréia do Sul.


A última cimeira aconteceu em Brasília, em 2016, quando a presidência brasileira assumiu como prioridade a implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (Agenda 2030, definida pelas Nações Unidas). Foi aprovada também, na ocasião, a nova visão estratégica, que define o rumo da CPLP na próxima década, apontando como principais apostas a "cooperação económica e empresarial, segurança alimentar e nutricional, energia, turismo, ambiente, oceanos e plataformas continentais, cultura, educação e ciência, tecnologia e ensino superior”.


A reportagem contou com informações do Observador/Lusa 


Encontro irá reunir chefes de estado da CPLP em julho em Cabo Verde