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Dilma volta a Londres antes de se candidatar

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(LONDRES) Por Cristiane Lebelem  - Há pouco tempo a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) este na Inglaterra para participar do Brazil Forum UK, em maio. 

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Dilma na LSE, em Londres, no dia 5 de maio.                                                                             foto Cristiane Lebelem




Agora ela está de viagem marcada novamente para Londres e Manchester, na próxima semana. Mas a agenda ainda não foi divulgada em detalhes.


A viagem que precede à campanha eleitoral ao Senado pelo estado de Minas Gerais, será acompanhada de seus assessores, conforme já autorizou o Planalto.




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Por Cristiane Lebelem


Foram dois dias de evento (5 e 6 de maio), em Londres e em Oxford. Figuras da política, do judiciário e outros nomes de influência no Brasil participaram do Brazil Forum UK. A proposta era debater aqui na Inglaterra os desafios sociais, políticos e econômicos ao longo dos últimos 30 anos, desde a promulgação da Constituição de 1988.


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, um dos participantes de grande eloquência, aproveitou o momento para se posicionar quantos às suas intenções na política e também afastar os rumores de uma possível candidatura a algum cargo. "Sou um juiz e minha ideia é servir o país como juiz”, disse à plateia, composta majoritariamente por brasileiros, no auditório da London School of Economics no centro de Londres.


Além de Barroso, também estiveram no palco da renomada instituição outros nomes para debater a distribuição de renda, desigualdade, política econômica, segurança pública e outros temas.


No sábado (5), a ex-presidente Dilma Rousseff foi quem encerrou o dia com uma palestra seguida de perguntas e respostas, o que durou cerca de 2 horas. Dilma reiterou que o Partido dos Trabalhadores (PT) segue na defesa de Lula, que está preso em Curitiba há mais de um mês, e que deve manter o nome dele para eleição presidencial. “Ele é a ideia de unidade das forças progressistas no Brasil”, disse Dilma.


Sobre a possível chapa do Partido dos Trabalhadores, que levaria a uma composição com outro partido, Dilma procurou esclarecer que Jacques Wagner não teria sido autor da ideia de união do PT com outros partidos para a disputa de outubro.

A possível candidata ao Senado Federal também aproveitou para outra vez reforçar sua opinião quanto à fragilidade da operação Lava Jato e a falta de provas para manter a condenação de Lula.


Dilma reforçou ainda a necessidade de haver novas lideranças, pessoas mais jovens, para as quais se possa “passar o bastão”. A plateia também pode rir nesse momento com a ex-presidente, quando o mediador que estava no palco, pediu para “passar”, se referindo ao microfone e Dilma rapidamente respondeu que “não passaria”, que ainda estava em forma, sem entender que se tratava do microfone e não de sua saída da política brasileira.


Sobre o atual cenário, Dilma enfatizou, “o golpe não começa quando eu levo o golpe, mas antes”, referindo-se ao momento do impeachment. A ex-presidente criticou a Fiesp, afirmando que a instituição fala em benefícios, mas não a responsabilidade na hora da contribuição. “Aproveito a educação, o subsídio, mas não quero pagar o pato. E o pato o que é? Imposto”, alfinetou.

No dia seguinte (6), foi a vez da presidenciável Marina Silva ganhar os holofotes do evento, bem como o médico Dr. Dráuzio Varella. A pré-candidata à presidência da república pela Rede posicionou-se contra às privatizações. E durante o segundo dia de evento, que foi sediado na Universidade de Oxford, Marina falou sobre a corrupção nas eleições, “as doações via caixa 2 de empresas privadas aos grandes partidos políticos configuram uma fraude nas eleições”.



Considerada como um dos nomes da via mais moderada da atualidade no Brasil, a pré-candidata também defendeu a prisão para condenação em 2ª instância, ou seja, o caso que configura neste momento, a prisão do ex-presidente Lula.