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Reino Unido

Home Office deixará de receber prontuários médicos

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Foto Reprodução


(LONDRES) - Por Cristiane Lebelem

A caça aos imigrantes estava tão acirrada que até uma simples ida ao GP (General Practice) virava uma vistoria fronteiriça. Eis então, que para os imigrantes sem documentos ficarem doente era um risco iminente de deportação até o dia 9 de maio, quando se conseguiu no Parlamento que os prestadores de serviços nacionais de saúde deixem de fornecer informações rotineiras sobre potenciais imigrantes ilegais.


O sistema digital do NHS estava interligado ao Home Office (Ministério do Interior), mas desde Sajid Javid tornar-se secretário, esse é um dos passos mais significativos de abrandamento da fiscalização pesada que vinha ocorrendo no Reino Unido.


Sistema de informações


O NHS Digital, braço de tecnologia de informação do serviço, fornecia informações ao Home Office sob um formato de memorando. Esse documento ficava em poder do governo, e por isso atraiu críticas dos parlamentares, incluindo Sarah Wollaston, conservadora que preside o Comitê de Saúde e Assistência Social da House of Commons.

De acordo com as informações, quando os pacientes eram suspeitos de serem imigrantes ilegais, o NHS transmitia dados como endereços e outros detalhes para ajudar o Home Office a verificar seu status imigratório. Deputados alegaram que esse procedimento colocava em risco a vida dos imigrantes, porque causava receio de procurar tratamento médico.

Margot James, ministra do Departamento de Digital, Cultura, Mídia e Esporte, anunciou as emendas à Lei de Proteção de Dados. Wollaston, parlamentar do Totnes, uma emenda para encerrar o acordo de compartilhamento de dados.

James disse que o Comitê Seleto de Saúde e Assistência Social havia levantado "preocupações significativas e legítimas" sobre o efeito do memorando.